Este blog é uma fanfic coletiva inspirada no universo de Harry Potter, pertencente a J.K. Rowling, mostrando as aventuras paralelas de personagens originais, durante a sua permanência em Hogwarts.
Os eventos do Magic se passam durante a década de 70, mais precisamente no ano de 1975, quando os Marotos frequentavam o quarto ano em Hogwarts.

Correio-Coruja






Nome: Callista Graham
Apelido: Cal
Idade: 14 anos
Ano Escolar: 4º ano
Posição no Quadribol: Artilheira
Objeto Especial: Minha varinha, símbolo de que sou bruxa!
Desilusão: Ter claustrofobia e não conseguir ficar em lugares muitos fechados. Só seus amigos sabem sobre o fato que ela ficou soterrada quando criança e que toma uma poção da Madame Pomfrey todos os meses para poder conseguir assistir as aulas...
Aparência: Cabelos castanhos ondulados e olhos lilases. Seria considerada comum e normal se os olhos não chamassem tanta atenção.
Personalidade: Personalidade e opinião fortes, difícil de convencer (praticamente uma cabeça dura). Tem que provar que está errada, mas se o fizer será sempre muito respeitado por ela. Pouco estudiosa, mas sabe muito bem as matérias que gosta. Adora os amigos e em Hogwarts sente sua 2ª casa.
Animal de Estimação: Uma coruja negra chamada Hipólita.






Nome: Liv Joanne Spellman
Apelido: Não tenho
Idade: 14 anos
Ano Escolar: 4º ano
Posição no Quadribol: Artilheira
Objeto Especial: Um anel dado pela minha mãe - herança de minha avó. Vem passando pelas mulheres da família há séculos!
Desilusão: Não ter irmãos e não ter conhecido os avós.
Aparência: Baixinha, magra, cabelos negros, compridos, ligeiramente ondulados, olhos azuis. Muito bonita, chama atenção por onde passa. Talvez pela herança élfica de seus antepassados...
Personalidade: Estudiosa, cdf, porém arteira, moleca, brincalhona. Gosta de jogar quadribol e pregar peças nos amigos. É sincera e honesta, divertida, e defende seus ideais e seus amigos com unhas e dentes. Não mede esforços para alcançar seus objetivos. É determinada e corajosa, doce, meiga e companheira. Um tanto irritada e explosiva. É uma menina muito popular na escola.
Animal de Estimação: Uma gatinha branca persa, a Lúthien.






Nome: Andrey Storm
Apelido: Andy
Idade: 15 anos
Ano: 5º ano
Quadribol: Apanhador e capitão do time.
Objeto especial: Uma capa da invisibilidade.
Desilusão: Ter uma irmã na sonserina.
Aparência: Alto, cabelos castanhos claro, olhos cinzentos. Muito bonito. Pele branca.
Personalidade: Ele é um menino de boa índole, mas personalidade forte. Bom amigo, fiél, companheiro. Simpático, inteligente, sempre de bom humor. Dedicado aos estudos e a tudo o que se propõe fazer. Humilde e modesto.
Animal de estimação: Uma coruja-das-torres chamada Penélope.






Nome: Stephen Ludwig Parott
Apelido: Lud
Idade: 15 anos
Ano Escolar: 5º ano
Posição no Quadribol: Batedor
Objeto Especial: Um pequeno caderno preto, não é de valor, mas foi presente de sua mãe.
Desilusão: Não ser respeitado como deveria sendo herdeiro de uma das mais tradicionais familias sangue-puros.
Aparência: Alto, branquelo, com cabelos loiros e lisos na altura do olhos azuis.
Personalidade: Quieto, reservado e - de vez enquando - falso. Restrito a pequenos grupos de amigos e sempre está anotando coisas no pequeno caderno preto.
Animal de Estimação: Uma coruja branca das neves fêmea chamada Mandy.






Nome: Maximillian Fierman Lonen
Apelido: Max
Idade: 14 anos
Ano Escolar: 4º ano
Posição no Quadribol: Batedor
Objeto Especial: Minha varinha, sem ela, o que seria de mim?
Desilusão: Ah, não tantas... Mas confesso que meu orgulho ficou ferido quando não fui a casa dos inteligentes, porque sei que sou bastante... Mas a quem diga que meu orgulho é ainda maior.
Aparência: 1,76 de altura, 77 kg, olhos azuis, cabelos pretos e lisos e até um pouco acima do ombro.
Personalidade: Orgulhoso ao extremos, se ceder a algo ou alguém, é porque considera muito a pessoa, ou então está de MUITO bom-humor. Em geral é bem humorado e não possui o preconceito habitual por grifinórios, apenas por aqueles que não gosta (A maioria, huahuahua!)
Animal de Estimação: A minha coruja Freya, mas quando vou ao jardim, uma raposa se junta a mim. Já até dei nome a ela: Íris.






Nome: Juliet Dorthly
Apelido: Juli
Idade: 14 anos
Ano Escolar: 4º ano
Posição no Quadribol: não joga, torce de passagem para um "certo goleiro".
Objeto Especial: A pena, presente da mãe.
Desilusão: Saber que com aquele-que-não-deve-ser-nomeado livre, nunca terá certeza se o pai voltará para casa.
Aparência: Altura normal para uma garota, loira, olhos azuis, a pele tão clara que ruboriza quando ri.
Personalidade: É alegre e estudiosa, apesar disso parecer contradição. Está sempre com um livro por perto, mas larga-o de bom grado para ajudar um amigo.
Animal de Estimação: um gato chamado "Miau".






Nome: Kysen Amoy Horpais
Apelido: Sheik, faraó... os amigos brincam com a origem dele.
Idade: 15 anos
Ano Escolar: 5º ano
Posição no Quadribol: Goleiro. (Modéstia a parte, bom)
Objeto Especial: Uma urna funerária, de um dos membros mais antigos da família.
Desilusão: ser menosprezado por suas origens.
Aparência: É um rapaz bonito de pele morena, alto, cabelos negros e cacheados maior que a maioria dos rapazes e olhos escuros. Um físico que denuncia a descendência árabe.
Personalidade: Inteligente sem grande esforço é reservado como o pai em seus assuntos pessoais, mas brincalhão com os amigos e conhecidos. Paquerador, mas leal: não excede o número de 4 "protegidas" ao mesmo tempo. Não ver problemas de ter mais de uma namorada lhe rende algumas confusões.
Animal de Estimação: Um falcão chamado Nuha, presente de sua avô materna (significa prudente, de fala inteligente em homenagem a ela).






Nome:: Elizabeth Chevallier Lindenberg
Apelido: Lizzie
Idade: 15
Ano Escolar: Quinto
Posição no Quadribol: Artilheira
Objeto especial: Um anel que contém uma serpente com olhos de esmeralda, que fica guardado em sua gaveta, presente de seu avô, um ex-sonserino.
Desilusão: Ver que sua irmã é tão infantil e patricinha.
Aparência: Alta, olhos cinzas, cabelos loiros lisos levemente ondulados.Tem um corpo esbelto, é realmente linda e tem a aparência delicada, embora não a seja.
Personalidade: Elizabeth é uma garota extremamente teimosa e decidida. Sempre consegue o que quer. Diferente da irmã, Catherine, nunca se interessou por futilidades. Tem tendência e perder a paciência com lufa-lufanos e gosta de "praticar" maldições e azarações em primeiranistas desavisados. Quando está em casa sempre consegue irritar seu pai, que a deixa de castigo. Orgulhosa, gosta sempre de dar a última palavra. Adora quadribol. Tem habilidade em duelos e é excelente em preparo de poções. Ainda contra a criação que lhe fora imposta, a menina não se preocupa com questões de sangue. Claro que todo o convívio com a família lhe impôs um certo nojo por pessoas de sangue-ruim. Apesar de não ser um modelo de aluna sempre passou com méritos em todas as matérias. É sempre cabeça-dura, mas também é bem-humorada e divertida. E tem o seguinte lema: não me incomode que eu não te mando pra ala hospitalar.
Animal de estimação: Uma coruja acinzentada chamada Hades, que é extremamente inteligente e temperamental.






Nome: Anita Fieramosca
Apelido: Nita - bom, pelo menos é o único publicável...
Idade: 14 anos
Ano Escolar: 4º ano
Posição no Quadribol: Eu poderia ser uma grande batedora, se eu quisesse...
Objeto especial: Meu canivete mágico.
Desilusão: Não ter conseguido entrar como batedora no time....
Aparência: Estatura média, olhos verde-esmeraldas faiscantes, cabelos louros displicentemente jogados nas costas.Sou meio estabanada, mas sempre tento ser a mais elegante da sala. Tenho uma cicatriz no joelho esquerdo, de um tombo que tomei.
Personalidade: Não tenho papas na língua e falo exatamente o que estou pensando - exceto se é mais proveitoso que eu fique calada. Sou espevitada, e não fujo de brigas. Apesar de um tanto maliciosa, eu sei exatamente o que falar e para quem falar na hora de falar. Estudar não faz parte da minha vida - e nem por isso eu sou a última em todas as matérias Eu não sou exatamente comportada, e isso quer dizer que se eu não gosto de você, há uma enorme chance de você ser a próxima vítima de minhas *inocentes* brincadeirinhas. Sou devotada ao meu irmão mais velho, Ramón Fieramosca, e sei que ele é inocente, não importa o que uma banca babaca de aurores diga que ele tenha feito, pois eu sei que ele não seria capaz de assassinar ninguém! E não tolero que alguém diga qualquer coisa mal intencionada sobre ele!
Animal de estimação: Hat, o gato. - que pra nada serve.






















Harry Potter, nomes, personagens, lugares e demais fatos relacionados são propriedade de J.K. Rowling, Warner Bros, Bloomsbury, Scholastic, etc. Este site não possui fins lucrativos.




Layout by Liv Spellman - Exclusivo para o Magic Past. Proibida cópia e/ou reprodução.

Art utilizada no lay out by Tina Ling

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terça-feira, dezembro 27, 2005






Elizabeth e Stephen andavam lado a lado com garrafas de cerveja na mão passando pelas lojas.
-Realmente, talvez a gente apenas devesse, sei lá, tentar um novo giro. ? sugeriu Lizzie.
-Não sei, talvez, mas você não acha que vai ficar muito em cima da hora pra treinarmos tudo?
-Não sei Lud. Mas depende do compasso. Gostou da música?
-Ficou boa.
Ela passou a mão pelos cabelos tirando a franja dos olhos.
-Chegamos. Espere, vamos deixar a garrafa aqui, a mulher da loja conhece a minha família inteira. ? ela fez uma careta.
Após jogarem as garrafas fora, entraram na loja, uma lufada de ar quente em seus rostos. Stephen fez uma pequena careta ao notar alguns lufanos na loja, Elizabeth entretanto pareceu nem notar e se dirigiu a dona da loja, Agatha.
Agatha era uma senhora nos seus 45 anos. Tinha a pele branca e cabelos castanhos, agora quase loiros. Seus olhos azuis indicavam sabedoria e bondade.
-Olá senhora Agatha. ? falou Elizabeth dirigindo-se a ela.
-Elizabeth, querida, quanto tempo! Não vejo você aqui desde o último par de sap...
-Er... esse é Stephen, vai ser meu parceiro de dança no concurso ? interrompeu a menina.
-Ora, e que belo parceiro. ? elogiou dona Agatha.
Stephen sorriu meia boca e passou a mão nos cabelos, convencido. Elizabeth meramente sorriu.
-Então eu quero que a senhora faça um vestido pra mim e um terno pra ele.
-E que tipo de vestido você quer?
Elizabeth sorriu e tirou algumas folhas da bolsa.
-Nesse modelo. Em prata.
Agatha sorriu.
-Você vai ficar perfeita nele.
-Obrigada ? a sonserina sorriu gentilmente.
-Mas venha Stephen querido, vamos tirar suas medidas.
Uma fita métrica mágica mediu Stephen. Elizabeth passou as últimas instruções do vestido e os dois saíram da loja.
-Vamos pro Três Vassouras agora? ? sugeriu Stephen.
-Claro. ? a loira sorriu.
Eles andaram calmamente parando rapidamente pra Elizabeth comprar uma nova luva de quadribol para ela e logo estavam no ambiente aquecido do bar. Sentaram-se em bancos junto do balcão e pediram uma cerveja pra cada um juntamente com uma porção de batatas fritas e conversavam e voz baixa sobre quadribol.
-Quero dizer, o nível dele baixou muito desde que ele terminou com a namorada.
-Mas ainda assim, é um dos mais velozes, a gente não pode se dar ao luxo de ficar sem ele Lud.
Antes que Stephen pudesse responder uma mão pousou no ombro da loira.
-Que é que você quer Black? ? pediu Lizzie rudemente.
-Eu realmente não seria tão arisca se fosse você ? ele falou um sorriso maroto no seu rosto.
-E por que?
Ele chegou no ouvido dela e falou tão baixo que apenas Lizzie ouviu.
-Eu sei do seu segredo.
Os olhos cinzas da menina adquiriram um brilho de raiva e ela levantou-se.
-Eu acho que a gente precisa conversar.
-Calma, calma Lizzie querida. A gente faz isso outra hora. Agora tenho uma senhorita me esperando ? e sem deixar que Lizzie falasse qualquer outra coisa deu as costas e saiu de braços dados com uma corvinesne.

Escrito por Elizabeth e Stephen


** às 13:16 h




segunda-feira, dezembro 26, 2005




Pediram uma porção de poulet, um petisco de frango que Liv gostava muito. Enquanto aguardavam o pedido, somente Liv puxava assunto, que era respondido secamente por ambos os amigos.

- Andy, e os NOMs? Estudando muito?

- Sim.

- Nós já estamos nos organizando para o próximo ano, não é Cal?

- É.

O clima estava tenso e o ar pairava pesado sobre as cabeças ali presentes naquela mesinha embaixo da janela. A comida chegou, Liv devorou metade do prato, enquanto os amigos apenas beliscavam esporadicamente. Enquanto mastigava, a pequena grifinória de olhos azuis trabalhava as idéias freneticamente, procurando um meio de deixá-los a sós. Nem precisou. Sua bexiga avisou que era hora do alívio.

- Hum... Com licença... - disse já se levantando, se divertindo com os olhares assustados dos dois encrenqueiros - Preciso ir ao banheiro... Sabe como é, cerveja aumenta a diurese... - E saiu apressada antes que alguém dissesse alguma coisa.

Quando Liv saiu da mesa os olhos de Andy e Cal se encontraram rapidamente, o que fez os dois baixarem os rosto. Ficaram em silencio, um olhando para o prato e outro olhando pela janela.

"Merlin, como ela está demorando. Sei que está fazendo de propósito", o lufando pensava.

- É... - Cal tentou falar algo para sair do clima tenso em que se encontrava. - Tudo bem?

- Não, não está.

- O que houve? - A grifinória não suspeitava que ela era o motivo do mal estar do rapaz e se aproximou mais da mesa, preocupada com ele.

- Nada Graham, deixa prá lá. Olha, a Liv já está voltando.

Vendo que não adiantou em nada fazer os dois tentarem conversar, Liv decide dar um tempo. "Quem sabe quando as cabeças esfriarem eles consigam conversar."

- Cal, eu ainda quero dar uma olhada em alguns vestidos para a festa. Você poderia ver algo também, algo que destacasse seus olhos.

- Não sei me arrumar tão bem quanto você. Acho que vou normal, como sempre...

Não querendo ouvir a conversa de como a grifinória iria se arrumar para seu par, que não era ele, Andy decide adiantar sua saída.

- Vocês vão falar do Fierman e do Potter, espero que entendam que devo sair então. Assunto de como vão ficar lindas e belas para seus pares é para garotas.

Callista ia responder a frase do lufano, estava com o coração a mil. Não conseguia saber se ele estava com ciúmes dela com o Tiago ou se estava saindo com a Gardner. Antes que abrisse a boca, sua amiga falou.

- Espera que também estamos saindo

Ao saírem do bar Andy se despediu e seguiu a rua, as duas garotas iam fazer o mesmo, mas Cal segurou sua amiga e mostrou uma jovem de cabelos negros e olhos azuis andando em direção ao rapaz.

Sem saber do que estava acontecendo, Nicky comprimentou o amigo com um beijo e o chamou para darem uma volta. Ela tinha dúvidas sobre certas manobras que queria colocar em prática e eles tinham um treino marcado para o final de semana seguinte.

- Cal, não é nada disso do que você está pensando. Eles são só amigos. - Liv tentou colocar razão na cabeça da amiga

- São... Assim como eu e ele... - Ela puxou a amiga para irem ao Zonkos, onde poderia tentar tirar a cena que tinha acabado de ver da mente. - E você prometeu não me deixar fazer nenhuma cena, por favor se lembre disso.

As duas garotas foram andando em direção a loja de travessura de Hogsmead. Callista nem percebeu, mas os olhos de Liv viram ao final da rua Remo Lupin seguindo com seus amigos em direção a casa dos Gritos. Sorriu ao pensar no grupo e segiu em frente.


*Por Cal, Liv e Andy


Cal às 17:25 h




quarta-feira, dezembro 21, 2005




O primeiro final de semana de outubro era festa para os alunos, ida para Hogsmeade. Muitos pensavam nas compras que fariam, nos doces ou na cerveja amanteigada com os amigos. Contrariando isso, uma grifinória de olhos azuis pensava em algum modo de fazer seus dois amigos conversarem sobre seus sentimentos e achou que fora da escola seria perfeito.

Liv andava com Cal ao seu lado falando sobre amenidades. Assim que chegaram no vilarejo ela convidou para irem beber alguma coisa no Três Vassouras antes de fazer suas compras. Ao abrir a porta, ela acenou para um amigo que estava sentado sozinho em uma mesa. Andy era como se fosse seu irmão e estava muito sério ultimamente na presença da melhor amiga (na frente de Callista ele parecia o mais desinteressado e feliz possível), devido ao baile que aconteceria na escola no dia das bruxas.

- Oi Andy, super pontual, como sempre. - Liv puxou a amiga para sentar na mesa dele.

- Oi Liv, eu estava te esperando. Olá Graham. - O lufano comprimentou com um aceno a grifinória de olhos violeta, era a primeira vez que ele não sorria ao vê-la. - Querem beber algo?

- Duas cervejas amanteigadas.

Enquanto o rapaz se levantava para pegar as bebidas, Liv sentiu um cutucão na barriga.

- Safada! Você me trouxe aqui de propósito. O que... - E interrompeu a frase ao ver que ele voltava para a mesa. - Obrigada.

- Obrigada maninho. Conta as novidades. Empolgado com seu novo time? - Liv tentou falar algo que sempre fez os três se animarem e conversarem, quadribol.

- É Andy, como vai o time de lufetes? - Callista quase perguntou especificamente sobre a goleira, mas usou o time todo como desculpa para a pergunta.

- São bons. - ele respondeu secamente.

Liv percebeu que aquele caminho poderia levar a um assunto desagradável, a nova goleira do time, mas não sabia o que fazer para os dois conversarem. Virou para a Cal tentando fazê-la falar mais.

- Madame Pomfrey vai mudar sua poção? Ou pelo menos tirar o efeito colateral?

- Ela ia falar com o Profº Slughorn, mas por enquanto ou fico com os efeitos e meio instável ou não estudo. Não tenho opção.

- Sabe Andy, a poção da Cal tá deixando ela estranha, diferente. Você reparou?

- Não. Não reparei...

"Ele deve estar pensando nela... Eu tenho que perguntar sobre a Gardner... Mas ele não tem que me responder, não tem nenhuma obrigação... Tenho que ir embora antes que eu fale besteira. Droga de cabeça, pare de pensar!", pensou Callista. - Liv, eu vou dar um pulo na Dedos de Mel e comprar alguns doces e chocolates. Nos falamos depois. Tchau Andy. - a grifinória se levantou e a amiga apressou-se em responder:

- Mas volte logo, quero ir com você até à Zonkos! Dez minutos, é o tempo que você tem.

Contrariada, mas ainda assim não querendo demonstrar, sorriu sem vontade e saiu feito um furacão rua afora.

Liv encarou o rapaz que ficou com ela na mesa. Ele estava pensativo enquanto sorvia grandes goles de cerveja amanteigada.

- Por que fez isso? - quebrou o silêncio por fim - Não percebe que estou tentando evitá-la?

- Andy, deixe de ser infantil. Ainda não tivemos a oportunidade de conversar sobre o que aconteceu, mas para mim está mais do que claro. Ela está com ciúmes, viu você segurando a mão da Gardner, achou que estava interessado nela e...

- E se atirou nos braços do Potter. Sei, muito interessante a sua teoria. Não tenho nenhum interesse pessoal na Gardner, ela é uma garota muito bonita, uma ótima companhia e acho que podemos ser bons amigos. Mas não consegui engolir a atitude entusiasmada de Callista e Potter no jantar. Não dá pra disfarçar tão bem. Se ela estivesse realmente interessada em mim, não teria se jogado no colo dele.

- Andrey Storm, deixa de ser cabeça-dura! Ela nunca iria se jogar no colo do Potter! - falou firmemente a amiga - Cal e Tiago não têm nada, estão agindo da mesma maneira que você e...

A porta do 3 Vassouras novamente se abriu e Callista entrou tirando seu cachecol e as luvas. Parou de pé ao lado de Liv e sequer olhou para o companheiro da menina.

- Vamos então? Você disse que queria ir à Zonkos... Estou esperando. - disparou Callista.

"Pense rápido, Liv, pense rápido" - falava intimamente com seus neurônios - Puxa Cal, eu estou com fome... Você sabe como eu sou, bebi cerveja amanteigada de estômago vazio... Estou um pouco tonta, preciso comer alguma coisa. Você pode esperar só um pouquinho? - disse rápido, empurrando a cadeira ao seu lado e puxando a amiga pelo braço, praticamente obrigando-a a se sentar.

De fato, os olhos de Spellman pareciam mais azuis e suas bochechas estavam levemente coradas. Era extremamente sensível a qualquer pouca coisa de álcool que atingisse seu sangue.

(continua)

Escrito por Cal, Liv e Andy


Liv Spellman às 06:46 h




quinta-feira, dezembro 15, 2005


Professor Snape

Suspirando muito Callista anda em direção a biblioteca, tinha marcado com Snape sua primeira aula de poções e ele fez questão de frisar que iriam começar pelo básico. Como não queria passar vergonha, pediu ajuda ao Remo e tirou algumas dúvidas.

"Que saco! Não acredito que vou ter que estudar com o Ranhoso! Sirius ficou me zoando a manhã toda e vou ficar a noite toda com esse estudo chato", ela andava com tanta raiva que não reparou nenhum das pessoas a sua volta.

Ao entrar na biblioteca viu que seu "professor" já estava lá esperando.

"Que ótimo, vai reclamar que chegou primeiro, mas sei que não estou atrasada"

- Deveria ter sido mais inteligente e chegado antes de mim, mas eu acho que superestimei uma grifinória. - Severo Snape falou ao vê-la em pé ao lado dele. - Sente-se e vamos nos adiantar logo. Não quer ser sua babá até o final do ano.

A grifinória sentiu seu rosto esquentar, mas se controlou ou os dois seriam expulsos da biblioteca em dois segundos. Ela precisava de ajuda e se teria que ser dele, que aceitasse.

- Oi Sev, eu já dei uma lida no material na minha sala. E se isso está sendo ruim para você, está sendo uma tortura para mim. - Respondeu delicadamente e sentou ao lado dele.

- SNAPE. - Ele rangeu entre os dentes. - Nunca me dê apelido.

- Então não seja mal educado. Vamos direto ao ponto que assim podemos parar de brigar.

Snape apontou para ela um questionário que ele tinha feito anteriormente com perguntas sobre a matéria vista nos últimos 4 anos. Quando Cal viu o tamanho do questionário deixou o queixo cair e olhou para ele.

- Achei que deveria fazer aqui, sem a cola dos seus amigos. Assim saberei o que realmente sabe. A cada pergaminho que terminar me passe que já vou corrigindo.

"Esperto..."

Após uma hora, ela passou a última folha para o seu "professor". Enquanto corrigia o questionários, Snape fazia comentários que deixavam Callista nervosa. A cada erro que achava, ele fazia questão de aumentá-los. Ela achou que se estivessem em uma sala onde ele pudesse falar alto, iria mostrar para todos os seus erros. Para sua felicidade dois olhos azuis apareceram na frente deles.

- Oi. - Liv apareceu com um sorriso enorme. - Eu estava com dúvidas em poções e achei que você poderia me ajudar.

- Ainda não vejo motivo porque eu aguentaria duas grifinórias ao invés de uma.

- Porque eu pedi para o professor Slughorn para ouvir suas explicações teóricas. - Ela fez o rosto mais inocente que pode. - Assim, eu poderia me recordar da matéria e até pensar em seguir carreira nessa parte. - E sorriu cinicamente para ele mostrando o recado do professor para ele.

- Raios! Qual o problema de vocês duas? Eu não tenho a obrigação de substituir o professor. Façam o que quiser, mas não darei aula para vocês!

- Aaaaa, mas vai sim! Eu não vou desobedecer o professor e perder pontos para a minha casa. Se você conseguir ser um pouco civilizado poderá até se mostrar um bom professor.

- Vocês duas terão que fazer exatamento o que eu mandar.

- Claro que não, mas podemos rir de você quando você tentar.

Snape se levantou indignado. - Graham, envio por coruja o resultado do seu questionário e marco a outra aula prática, vou avisar o professor que não posso de modo algum ter uma matraca me atrapalhando. - E saiu antes que qualquer uma das duas pudesse falar algo.

- Matraca, euzinha?? - Ela olhou para sua amiga que já estava rindo.

- Obrigada pelo resgate! Bem que podia existir algum modo mais fácil de aprender... Vou pedir ajuda para o Remo, vai querer participar? - Ela olhou para sua amiga com um sorriso no rosto.

- Ammm, melhor irmos...

As duas saíram rindo e abraçadas de biblioteca. Cumplicidade não faltava na vida delas e uma estava sempre ao lado da outra para ajudar em momentos contra sonserinos.


Cal às 09:10 h




segunda-feira, dezembro 12, 2005


Preparativos para o fim de semana

Liv se levantou e rumou em direção ao castelo. Estava com fome, o episódio Fierman dera-lhe uma nova injeção de ânimo.

Mas se ele estava pensando que o fato de ela ter aceitado o convite significava que ele já conseguira o que desejava, ele estava criticamente enganado, completamente equivocado. Não queria se envolver com alguém que estivesse interessado somente nos seus belos olhos e no seu físico, modéstia à parte, abençoado. No próximo fim de semana seria a visita a Hogsmeade... Ótima oportunidade para o garoto lhe mostrar que realmente estava interessado nela.

Na hora do jantar, no Salão Principal, Callista insistia em saber quais eram os planos para o passeio do fim de semana. A garota de olhos azuis desconversava, não queria se comprometer com nada... Embora soubesse que tinha ainda uma tarefa árdua a cumprir: fazer os dois cabeças-duras Andy e Cal conversarem civilizadamente.

O jantar terminou, veio a sobremesa. Max continuava na mesa da Sonserina, sequer olhara para trás. Hunf! "Homens! Todos uns trasgos!", pensou alto.

- O que disse, Liv? - interrogava Cal que de fato, não havia entendido o que a amiga acabara de dizer.

- Estou pensando alto... Vamos aproveitar o passeio para comprar roupas novas para a festa?

- Resolveu ir? - perguntou surpresa a grifinória de olhos lilases - mas você disse que não...

- Mudei de idéia - interrompeu Spellman - vou à festa sim - e adivinhando qual seria a pergunta seguinte da amiga (estava escrito na testa dela) - vou com o Fierman.

Callista soltou um suspiro. Apesar de não simpatizar com o garoto sonserino, pelo menos alguém parecia ter conseguido alcançar o seu objetivo para o bendito baile...

Uma idéia percorreu a mente da garota.

- Cal, antes de irmos comprar tudo o que precisamos, podíamos ficar um tempo no 3 Vassouras? Estou com tanta saudade de tomar uma boa cerveja amanteigada!

Callista sorriu, assentindo. Que coisa estranha essa cegueira repentina para cerveja amanteigada! Mas o baile seria só no fim do mês mesmo... Que mal teria?

Ao fim da sobremesa, Sirius Black levantou-se dizendo que Potter as aguardava na sala comunal para discutirem algumas táticas para o primeiro jogo da temporada. Cal e Liv se levantaram.

- Ei, onde você vai, Liv? - chamava Graham vendo a amiga seguindo na direção oposta.
- Vai subindo, preciso resolver uma coisa. Já estou indo!

Assim que a amiga sumiu de vista, correu até o tumulto de pessoas da Lufa-Lufa. Não foi difícil achar Andrey Storm no meio do povaréu. Um monte de "lufetes", como diria Callista, o seguiam onde quer que ele fosse desde que fora eleito capitão do time. Saltando por cima das garotas, enfim alcançou o rapaz alto, tocando-lhe os ombros (para isso tinha que ficar praticamente na ponta dos pés).

- Andy, preciso falar com você!
- Oi maninha! - cumprimentou o amigo sorrindo.
- Você tem planos para sábado? - perguntou ofegante - Hogsmeade?
- Não ainda, por quê?
- Porque aconteceu um monte de coisas e preciso muito conversar com você... - respondeu com uma carinha cabisbaixa.
- Certo então... Onde e que horas?
- 3 Vassouras, 13h, tudo bem?
- Combinado.

Enquanto se livrava do arrastão de pessoas seguindo em direção ao subsolo do castelo - o que incluía um monte de sonserinos antipáticos também - deparou-se com um par de olhos azuis e cabelos negros parado em sua frente. O garoto sorria.

- Que boa surpresa, Liv! Queria mesmo falar com você, mas não tive chance no jantar...

Ela olhou desconfiada. "Não tive chance no jantar. Hunf! Eu estava lá no mesmo lugar de sempre o tempo todo..."

- Bom, diga, Fierman... - disse num tom de voz quase gelado.

- Bem, é que... - começou o rapaz desconcertado pela reação da garota. Não esperava ser tratado assim depois dela ter aceitado seu convite para a festa - é que sábado tem visita ao povoado e... É que estive pensando... Gostaria de ir comigo?

Os olhos da garota se iluminaram. Enfim, era o que ela estava esperando. Mas acabou se enrolando com seus compromissos, que ela acreditava piamente, não levaria nenhum deles a lugar algum. Mas tinha que tentar. Desfez o sorriso que esboçava, encarando o rapaz.

- Puxa Max... Acabei de combinar com o Andy de me encontrar com ele no 3 Vassouras... Depois vou às compras para o baile com a Cal e...

- Tudo bem, a gente se vê no baile então - e já virara de costas, se retirando.

- Max, espera! - falou mais alto a menina - Se você não tiver pressa, podemos conversar depois que terminar minhas compras...

Ele sorriu marotamente.

- Ok, espero você terminar as compras.
- Certo, me espera aonde?
- Pode deixar que te encontro.

E saiu, após dar um beijo na face rosada da menina.


Liv Spellman às 15:07 h




domingo, dezembro 11, 2005


Aulas de Dança parte III - Uma aula e um segredo.

-Um, dois três. Para frente, para o lado, fechar, para trás lado, não, não! Com o pé direito Stephen - reclamou Lizzie enquanto observava o progresso dele na Valsa.

Um estrondo e Stephen foi ao chão. Elizabeth gargalhava.

-Ai .. meu Merlin... Desculpa Stu.. mas foi muito... engraçado. - falava ela entre risos.
-Super engraçado - falou ele se levantando de mal-humor.
- Você está quase terminando de aprender o básico, que é o necessário pro concurso, depois passaremos para o Tango. Você vai aprender a tempo Stu, não precisa se preocupar.

Ele resmungou algo ininteligível.

-Talvez eu esteja puxando demais? Vamos parar por hoje. Amanhã a noite a gente continua.

Ele assentiu brevemente com a cabeça.

-Vai ficar até mais tarde de novo?
-Er... é, bom, eu tenho que... hum... organizar tudo, sabe como é né? - ela sorriu meio amarelo.
-Ok - ele não deu muita importância, estava exausto.
-Stu, eu quero que vá comigo à Hosmeade.
-Mas nós sempre vamos juntos.
-Eu sei, mas eu digo, numa loja. Eu pedi pra fazerem meu vestido pro concurso lá e você pode aproveitar e pedir o terno que você vai usar lá também.
-Tudo bem por mim.
-Ótimo - ela sorriu satisfeita.
-Não sei como você tem tanta disposição.
-Ah, bastante chocolate, sabe como é - ela sorriu novamente amarelo.
-Ahn... ok então. Eu vejo você mais tarde.

Ela fez que sim com a cabeça e acompanhou o amigo até a porta.

-Eu não me demoro.
-Ok, mas não quer que eu te ajude com...
-Não, não precisa - ela o cortou - eu ajeito tudo sozinha.
-Está bem - ele deu ombros. - Vejo você depois - ele acenou e sumiu no corredor.

Ela suspirou ainda no batente da porta e massageou as temporas. Sentiu uma corrente de vento passar por ela, fez uma pequena careta e fechou a porta. Ela tirou uma pequena caixa de baixo de uma das carteiras. Abriu e tirou de lá uma saia e uma blusa ambas pretas e de um tecido extremamente maleável. Moveu-se de costas para a porta e trocou-se rapidamente. Ainda de dentro da caixa tirou uma bela sapatilha de ponta, rosa com algumas fitas de cetim que amarrou no tornozelo. Prendeu as loiras madeixas num coque meio solto e trocou o disco da vitrola. Uma suave melodia preencheu o ambiente. Sorrindo meio bobamente ela rodopiou e fez passadas coordenadas durante o que ela estimou fosse uma hora.
Desligou o som e permaneceu em silêncio por alguns segundos. Não ouvindo nada que lhe parecesse anormal continuou a arrumar a sala. Ela temia que descobrissem seu segredo. Praticar ballet em uma das salas do colégio não era exatamente seguro, entretanto ela sabia que não conseguiria parar de dançar. Era sua paixão, seu estímulante. Conheceu o Ballet num lindo quadro adquirido por seus pais quando tinha seis anos. Ficou fascinada pela beleza que as dançarinas exalavam pelo simples fato de usarem sapatilhas de um rosa delicado. Seus cabelos brilhantes eram hipnotzantes. Quando a mãe lhe mandou aprender dança ela fingia não gostar simplesmente pelo fato de que que se os pais soubessem que proporcionavam pra ela algo que a satisfazia não duraria muito. Sempre fora assim. Era o preço que ela pagava por não aceitar as ordens impostas pelo pai. Desde então tomou a dança como um refúgio particular. Ali, ninguém era sua dona, não poderiam mandá-la fazer nada. Ali, ela podia ter sua própria vida. Desde o seu terceiro ano em Hogwarts a menina vinha se escondendo nas mais diversas salas para ensaiar. Principalmente quando brigada com a irmã ou até mesmo nas raras brigas com Stephen. Ela encontrava na dança, uma forma de fugir dos problemas.
Fechou a caixa e diminuiu ela até caber no bolso da calça já posta novamente. Olhou pela sala, não esquecera nada. Murmurou o contra-feitiço de impermeabilidade da porta e saiu silenciosamente em direção à sala comunal da sonserina.
Na sala onde Elizabeth antes estava, Sirius Black despia a capa da invisibilidade e tia no rosto um sorriso muito satisfeito.


** às 17:23 h




quinta-feira, dezembro 08, 2005


Um convite bem sucedido!

Maximillian Fierman corria cada vez mais com pressa. Graham havia lhe dito para procurar Liv, mas não como faze-lo e na correria ele acabou dando um encontrão com Andrey Storm.

- Hey Andy, mais cuidado da próxima vez! ? E lhe soltou um sorriso. O lufano não entendeu nada. Max Fierman o chamando de Andy? E falando para tomar cuidado? Ele só podia estar doente!

Então, o garoto parou, se apoiando na parede de pedra do castelo e suspirando enquanto os longos cabelos balançavam. Onde ele poderia encontrar quem ele procurava? Quando ela não estava com Graham e nem com Storm, ela costumava estar no... lago. Isso! No lago!

E assim, ele voltou a correr, porém quando chegava perto resolveu andar normalmente, não seria nada legal tropeçar mais uma vez. Assim como previu, a achou com o olhar no horizonte, ou focando algum ponto invisível. O menino encostou em alguma pilastra para admira-la. Como tinha lindos olhos, o garoto se perdia nos lábios da grifinória. Porém, algo desviou sua atenção. Era o folheto sobre o concurso de dança, Max ficou em êxtase. Era a idéia perfeita, convidaria a menina para o concurso, ótima oportunidade para falar com ela em paz. Além do mais, ele, quando pequeno, fora obrigado a cursar aulas de valsa, tango, entre outras, supôs que dança de salão não fosse tão diferente.

- Bom dia, Liv. ? Ele disse se sentando ao lado da garota, na grama.

- Oi Max ? Ela disse meio cabisbaixa ? Também sem nada para fazer?

- Está sem nada para fazer? ? Ele abriu um sorriso e se levantou. ? Que tal ir ao concurso comigo? ? Ele a puxou e acrescentou ? Iremos dançar como nunca, aposto.

A menina soltou uma risada e quando percebeu que o menino não a acompanhava, perguntou:

- Você está realmente falando sério? E você lá sabe dançar dança de salão, Fierman?!

- Bom, não deve ser muito difícil. ? Puxou a menina para perto e arriscou uma valsa, ela pareceu gostar.

Liv fez uma cara de quem analisava a situação. Lupin havia lhe rejeitado mesmo, e o Fierman parecia realmente gostar dela, para teimar tanto assim durante tanto tempo. E era inclusive bonitinho. ? Pensou, olhando o garoto de cima abaixo.

Por outro lado, arriscar a dançar é uma coisa... se meter num concurso é outra totalmente diferente. Fora que estar comprometida com uma disputa tiraria mais da metade da sua liberdade de curtir a festa... Mas ainda assim gostaria de ir ao baile. E segundo a conversa que tivera com Andy, a que fez tudo parecer dar errado para todos eles, essa seria a sua grande saída. Desencanar do Remo e dar valor a quem pelo menos parecia gostar dela de verdade. E que, no íntimo, ela também tinha que admitir, não era indiferente...

- O.k., Fierman. Você venceu. Aceito ser seu par no baile. ? O garoto abriu um sorriso nunca igual ? mas o concurso, podemos deixar de lado? Vamos nos divertir mais sem ele...

O garoto concordou, não fazia questão alguma de concorrer mesmo. Beijou a mão da garota, virando-lhe as costas para voltar ao castelo. Já ia caminhando quando a menina resolveu complementar ? Mas isso não quer dizer que você tenha que parar de procurar um modo de me ter. ? E piscou marotamente.

Liv voltou a se sentar na beira do lago e digeria o que acabara de acontecer. Estava fazendo o certo, pensava decidida. Não pode conter um sorriso discreto ao ver Fierman dando pulinhos para subir os degraus que o levariam à enorme porta de carvalho.

Fanfic by Maximillian Fierman e Liv Spellman. - Alguém por favor edita isso pra mim. Pois a fic é do dia 10/12, e o blogspot não me obedece!


Max Fierman às 19:30 h






Um esbarrão no corredor e UAU, que reviravolta!

Várias alunas comentavam sobre isso sem parar, afinal a ida para Hogsmead iria servir para comprar roupas para a festa. Max não agüentava mais ouvir as garotas falando sobre isso, principalmente porque não sabia o que uma certa grifinória de olhos azuis estava pensando em fazer.

Como se fosse um recado de Merlin, a sua frente estava Callista lendo um pergaminho. Ela e Liv eram grandes amigas e a possibilidade de estarem juntas era grande. O sonserino não gostava da grifinória de olhos violeta e viu uma boa oportunidade de implicar um pouco.

- Escorando a parede, Graham? Não te ensinaram a usar a varinha?

- A Liv não está por perto Fierman. Pode continuar seu caminho. - Cal não estava de bom humor, mas não queria discutir com o sonserino.

- Como seu eu obedecesse algo que você falasse. - Teimosamente ele parou ao lado da garota.

- Fierman, hoje não é um bom dia para você testar minha paciência.

O menino descartou o aviso de Callista e prosseguiu:

-O que está lendo, Graham? Livro de como conseguir um par decente?

- Você é sutil como um hipopótamo. Já pensou que a Liv, por quem você se derrete todo, é minha melhor amiga? - Cal não queria entrar na discussão sobre a festa.

-Pois é... Nem todos são perfeitos. Liv tinha que ter um defeito.

A grifinória respirou fundo, não ia responder. Quem sabe ele iria embora... Ela ainda estava se controlando para não seguir seus instintos. Ele percebeu que a deixou sem resposta. Isso o deixava contente.

- Caiu do salto, Graham?

- Não vê que não quero conversar. Qual o seu problema comigo? - os olhos dela olhavam para ele com interrogação

Max bufou e girou em torno de si mesmo. Fazia isso quando ficava nervoso.

-Bom, meu problema contigo é apenas... er... Graham, eu preciso da sua ajuda com a Liv. - E então abaixou a cabeça, como se tivesse dado o primeiro passo para o fim de sua vida: Uma trégua com Graham

- Deixa eu ver se entendi direito. Você é grosso comigo o tempo todo e agora pede ajuda? Fala sério! - Ele tinha conseguido fazê-la rir.

-Er... Bom, na realidade.. - Argh. Tinha sido horripilante abrir mão de seu orgulho para dizer aquilo. - Os sonserinos, apesar de melhores também têm lá suas complicações. - Fez uma pausa pensando no que acabara de dizer e continuou - A questão é: aceitará a trégua temporária para me ajudar com a Spellman?

- Não vou fazer nada nas costas da minha amiga. Você nunca foi próximo de legal comigo. No máximo era para impressionar a Liv. Não tenho por que te ajudar, não gosto de você.

- Hohoho, a questão aqui não é gostar, Graham. Pois a sua indiferença comigo é recíproca. É apenas ajuda. Favores.

- Acho que você errou de casa, sonserinos vendem os amigos. Você realmente acha que eu iria fazer algo assim? Achei que soubesse pelo menos o mínimo de mim.

- Você está um tanto quanto equivocada quanto às minhas intenções com Liv. E também quanto aos sonserinos. Alguns, como os da laia do Ludwig talvez. Mas eu não. - Agora, ele a encarava nos olhos. - Não quero que "venda" sua amiga. Eu gosto da Liv, realmente, ou então por que raio de motivo eu iria suportar aquele Ludwig e aquela Darkheart falando mal de mim? Por que eu iria te suportar?

- Fierman, você me ganhou com sua última frase, realmente ajudou muito a querer te ajudar. - Ela suspirou e respondeu. - Max, vai falar com ela. É tudo o que te digo.

Max, pela primeira vez, sorriu para a garota, que retribuiu e então saiu correndo atrás de Liv. "Trégua", ele pensou, "Amizade com a Graham, nunca!"

By: Maximillian Fierman e Callista Graham ao vivo pelo MSN, ;)


Max Fierman às 19:30 h




quarta-feira, dezembro 07, 2005


Mau Humor Fora de Época

Deitada de preguiça na cama, curtindo o final da tarde sem se preocupar com nada, Liv descansava. Os professores estavam passando mais deveres que nunca e ela tinha aproveitado a tarde para adianta-los. Seu silêncio foi cortado quando sua amiga entrou pela porta fazendo um estrondo e gritando em desabafo.

- Que raivaaaaaaa!! Se eu pudesse eu faria algo para ele ver como isso é ruim!! - Com essa frase Cal sentou na cama da amiga esticando um pergaminho para ela.

- Respira e conta do início.

- Olha o que meu pai me escreveu! Tim contou para ele que vou na festa com o Tiago, acredita? Ele foi fofocar para MEU PAI. Como ele pôde fazer isso? Que ódio!

- Não acredito que ele chegou a fazer isso. - Liv ficava cada vez mais boba enquanto lia a carta. - Seu pai escreveu para você ?tomar cuidado??

-Olha que coisa horrível de se ler, "Tomar cuidado". Como se o Tiago fosse me agarrar ou coisa assim...

Liv fez uma cara pensativa, ela achava que ele poderia fazer isso mesmo. Bom, se fosse o Sirius ela teria certeza, mas o Tiago não é tão atirado quanto o amigo.

- A Liv, nós vamos como amigos nos divertir. Não me olha assim. - Ela respondeu a feição desconfiada que a amiga fez.. - Se eu fosse com o Soren seria pior, já que ele gosta de mim e eu não gosto dele. Ele iria entender como se fosse um encontro. Mas com o Tiago é para rirmos e não nos preocuparmos com esse tipo de coisa. Não tenho o menor interesse nele.

- E ele sabe disso?

- Você parece o Tim falando. Eu estava aos berros com ele no corredor... Merlin, eu estava aos berros... Liv, eu estou bem? Nunca gritei com ele.

- Cal, você está na TPM? - A amiga sorriu ao perguntar. - Você estava irritada e do nada ficou com peso na consciência...

- Não, já passou a data... Mas parece mesmo não é? Eu tenho andado estranha, meio instável... Eu estava brigando no corredor com meu irmão.

- Não seria um efeito colateral da sua poção? A fórmula mudou e pode ter mudado algo na sua reação.

- Poderia ser... Afinal, eu não sou briguenta e tenho que adimitr que ver o Andy com a Gardner me fez sentir o sangue esquentar.

- Ver o Andy com quem? Você tá brincando né?

- Ele tava segurando a mão dela, Liv... Eu vi... Sei que nunca falamos nada sobre isso, nem sobre o Remo, mas sei que você sabe o que sinto como sei o que você sente. - Ela baixou o rosto. - Tenho que falar com a Madame Pomfrey, agora to me sentido a última das garotas. Merlin, o que estou tomando?

- Você está com TDM ao invés de TPM, Tudo Durante o Mês. - Ela riu ao pensar que sentir todos os dias deve ser muito chato. "Como mulheres sofrem"

- Vou lá agora mesmo! Só falta eu cair no choro no meio do salão. Você me estupore se eu fizer algo assim.

- Farei com prazer. - Liv pensou em voltar ao assunto do seu amigo lufano, mas a amiga ainda estava instável para falarem sobre isso

- Você fica de olhos em mim. Não me deixe me matar o Snape semana que vem, ou melhor, me deixe e coloque a culpa no remédio.

Falando isso a grifinória se levantou para ir até a Ala Hospitalar e logo depois encontrar seu irmão para pedir desculpas pelos gritos. Apesar dele ter errado muito, ela errou mais ao brigar com ele no meio do corredor.


Cal às 06:09 h




terça-feira, dezembro 06, 2005


Aulas de Dança - parte II : A primeira aula

Já era noite e numa sala afastada na torre norte do castelo uma jovem dançava passos cronometradamente perfeitos ao som de uma música clássica. Parou por alguns segundos e olhou a ampulheta. Ainda faltava cinco minutos. Com um aceno de varinha conjurou uma barra de ferro frente ao grande espelho já magicamente instalado na sala de aula que agora mais parecia um estúdio de dança. A vitrola continuava a tocar uma melodia calma e a loira, que antes dançava, agora alongava-se preguiçosamente na barra de ferro conjurada. Mais um aceno de varinha, retirou a barra dali. Olhou a ampulheta novamente, 2 minutos. Trocou-se. 1 minuto. Trocou o disco. e arrumou a sala. 9 horas em ponto. Um "toc,toc" foi ouvido na porta. Ela deu um meio sorriso e destrancou a porta. Sempre, irritantemente pontual.
-Boa noite Li - cumprimentou um loiro sonserino de jeans e camiseta.
A loira deu uma olhada avaliadora antes de responder.
-Que roupa é essa?
-Estou bem sim, e você? - ele falou sarcástico e perante o olhar visivelmente aborrecido da menina completou - Uma roupa qualquer. Não foi isso que você falou pra mim usar?
-E como você espera aprender a dançar de calças jeans Stephen? - ela falou risonha.
-Li, a gente vai dançar e não sair pulando feito loucos por aí.
-Mas aí já é o seu primeiro erro meu amigo.
-E por que?
-O concurso que você nos meteu é de dança de salão. Você faz alguma idéia de como se dança isso?
-Bom, não exatamente.
Ela suspirou.
-Hoje vai com jeans mesmo, mas depois da aula vai ser você que vai querer vir com uma coisa mais maleável.
Ele sorriu pelo canto da boca.
-Ok, vamos começar. Hum, me diga, o que é que você sabe?
-Bem..- começou o rapaz nitidamente nervoso - minha mãe queria que eu tivesse aulas de danças quando pequeno - a garota loira sorriu, pelo visto não seria dificil então - mas eu nunca quis ir a uma aula - o sorriso desapareceu como veio. Stephen percebendo a reação da amiga resolveu logo se justificar - Quer dizer.. eu danço um pouco de valsa..- respondeu sem expressão nitida.
-Bom, de qualquer forma, valsa é um começo. Então vamos ver como você anda valsando sim? - ela parou na frente dele esperando alguma reação. Que não veio.
Revirando os olhos ela colocou uma das mãos do amigo na própria cintura e a outra sobre a própria mão. Encaixou uma das pernas entre as do amigo e antes de apoiar a mão no ombro do amigo deu um pequeno aceno com a varinha e guardou ela em cima de uma mesa próxima. A música começou a tocar. Ela esperou alguns segundos para ver se ele a guiaria. O amigo continuava com a expressão nervosa e até um pouco constrangida. Meio impaciente ela puxou a valsa.
Um passo para a esquerda, um pra trás, um pra direita e um pra frente. Ela sorriu, iria começar devagar até ele se soltar um pouco mais. Passou alguns minutos com a repetição desse movimento. Stephen já estava um pouco mais solto e Elizabeth resolveu dificultar as coisas. Soltou-se rapidamente dele e aumentou a velocidade da música. Ele a olhou espantado e ela riu.
-Vamos Lud. - ela o chamou.
Ele foi em direção à ela meio incerto e posiciounou-se como ela havia feito anteriormente. E deu um passo meio incerto pra esquerda. Ela segurou mais firme na mão dele e o puxou para uma dança mais rápida. Guiando-o com destreza ela fez com que ele reaprendesse a já esquecida valsa. Passados uma meia hora e já com a respiração um pouco mais rápida Elizabeth sorriu e separou-se do amigo.
-Está bom pra começar Lud. Mas você percebeu que teremos que treinar muito, para termos no mínimo uma chance não é?
-Sim. Eu... percebi - ele falou ranzinza.
Ela riu.
-Pode ir indo, eu acabo de arrumar aqui. Você está precisando de um banho. - ela sorriu - está todo vermelho.
-Eu vejo você depois Li.
-Boa noite Lud.
-Boa noite.
A porta se fechou num baque surdo, com um aceno da varinha ela trancou a porta. Novamente o disco foi trocado, assim como a roupa que a loira usava. Olhando os próprios movimentos no espelho ela dançou.


** às 01:44 h




segunda-feira, dezembro 05, 2005


Enfim... sós (ou só...)

Liv engasgou quando, ao chegar no salão para jantar, deparou-se com a cena entusiástica de Potter e Graham.

"Mas o que está acontecendo???", e enquanto pensava, rumou para perto da amiga já sentada, falando-lhe no pé da orelha:

- Cal, o que está havendo?

- Nada demais, Potter me convidou para o concurso... Estávamos ensaiando.

Liv olhou apreensiva para a mesa da Lufa-Lufa. Andy conversava animadamente com Gardner. Entendeu subitamente o que estava acontecendo. Levantou-se e foi quase correndo até o amigo.

- Andy! Ehh... Olá, Gardner, como vai? - disse sorrindo ao ver a garota olhando para ela - Andy, preciso falar com você, pode me dar um minutinho?

Ainda rancoroso, virou-se para amiga dizendo:

- Pode ser mais tarde, Liv? Agora estou um pouco ocupado... Estou combinando detalhes sobre o baile com a Gardner.

- Você vai com ela? - assustou-se Liv - mas Andy o que está...

- Já disse, maninha, outra hora conversamos!

- Ok!

Voltou desalentada para a mesa da Grifinória. Que bicho mordera aqueles dois? Por que agiam assim? O que aconteceu com o que haviam conversado poucas horas antes? Enquanto digeria seus pensamentos e comia, não pode evitar um devaneio... "espero que eu tenha mais sorte que eles..." - lançando um olhar por cima dos ombros para o meio da mesa. Lupin jantava enquanto conversava com Black e Pettigrew. Suspirou, resignada. No entanto, não pode evitar uma olhadela na mesa da Sonserina. Fierman estava lá, comendo como os demais.

**********


Horas mais tarde, a grifinória de olhos azuis já estava pronta para dormir. Mas o sono não vinha. Não conseguia. Não tivera sucesso na tentativa de conversar com Callista, que era evasiva em suas respostas. E não conseguia parar de pensar no que poderia fazer para resolver o seu próprio dilema. Já devia ser madrugada, pois todas as colegas aparentemente estavam em sono alto. Resolveu ler alguma coisa na sala comunal. Assim poderia conversar com seus botões enquanto pensava, sem acordar ninguém.

Descendo as escadas, percebeu que sua privacidade não seria o que esperava. Mas o que via tornava a sua noite a melhor possível. Um jovem de cabelos castanho-claros virou-se para verificar quem perambulava pela casa àquela hora. Liv sorriu para ele. O rapaz retribuiu, acenando a poltrona ao lado da sua, convidando-a para se sentar.

- Sem sono de novo, Liv?

Abanou a cabeça concordando e afundando na poltrona preferida, em frente à lareira.

Permaneceram em silêncio durante algum tempo, quebrado inesperadamente por Lupin.

- Estive me perguntando hoje na hora do jantar... Com quem você vai ao baile?

Coração aos saltos, a garota se apressou em responder "ninguém me convidou ainda..."

- Não acredito nisso! Com tantos rapazes urubuzando, ninguém te convidou ainda? Juro que se eu fosse ao baile, eu te convidaria...

- Mas você não vai? - questionou num misto de surpresa e decepção.

- Não, infelizmente não vou poder... E também não sei dançar... Mas talvez eu gostaria de convidar você, se pudesse...

- E por que não pode? - replicou impaciente.

- Já lhe disse, não posso ir ao baile...

Liv suspirou, pensando no que o amigo lhe dissera. Esse era um bom momento para puxar o assunto que a incomodava.

- Você vive fazendo esses suspenses...

- Como?

- Dizendo que se pudesse me convidava para isso ou aquilo... Ou convida e depois desiste...

- E você realmente se importa com isso?

- Muito, Remus. Você nem imagina o quanto.

O garoto baixou a cabeça pensativo. Acabara de compreender - ou pelo menos de suspeitar o que poderia estar acontecendo.

- Liv, eu... Eu não faço por mal. Eu realmente sou sincero quando digo essas coisas a você. Mas eu simplesmente não posso.

- Não entendo, se é sincero por que acaba fugindo? Puxa, eu fico nervosa... Se você imaginasse cada vez que você fala algo que me dê uma ponta de esperança o quanto eu fico ansiosa...

- Eu sinto muito Liv... Eu realmente não posso...

- Se não gosta de mim, por que faz isso? Achei que você fosse diferente dos irmãos-cara-de-pau seus amigos nesse aspecto...

- Olha Liv - começou e depois parou, pensando se devia prosseguir ou não - eu não disse que não gosto de você. Muito pelo contrário. Gosto muito e sou bem honesto quando digo que gostaria de poder te convidar para o baile. Mas eu não posso, tente entender! Tenho motivos de sobra para não poder, não posso ceder a esse tipo de coisa... Não, não é com você - respondeu rapidamente observando o ar de desalento e incredulidade da garota - Liv, o problema sou eu. Não posso, nem com você, nem com ninguém. Eu simplesmente não posso.

- Por que?

- Não posso falar, tudo o que eu tenho permissão para dizer é isso. Eu simplesmente não posso.

A garota entendeu. Ou pelo menos tentou. Tentando ainda manter o clima mais ameno, arriscou uma piadinha infame.

- Acho que entendo... Você é gay?

E os dois caíram na risada.

- Shhh, vamos fazer menos barulho, senão vamos acordar todo mundo - disse a garota - Bom, vou voltar pra minha cama. Poções logo cedo... Até mais.

Enquanto seguia rumo ao dormitório, Lupin a chamou, fazendo com que a menina parasse e se virasse novamente.

- Liv... Posso...

Não terminou a frase. Levantou-se de onde estava, subiu os degraus até onde estava a grifinória de olhos azuis muito intensos. Parou um degrau abaixo dela, de frente para a garota, e ainda assim, ficou mais alto que ela. Encarou o negro de suas pupilas. A menina sustentou o olhar. Ele a enlaçou pela cintura e a abraçou carinhosamente. Liv retribuiu o abraço, enquanto sentia uma lágrima escorrer teimosa no rosto. Após alguns segundos... ou minutos, ou horas... quem se importa? - ele a conduziu pela mão até a porta do dormitório das quartanistas. Pousou um beijo na mão direita da garota, ornamentada com o anel de pedra azul como os olhos da menina e despediu-se.

- Boa noite, Liv.


Liv Spellman às 05:28 h




domingo, dezembro 04, 2005


Uma visão inesperada

Era hora do jantar e Andy mal podia esperar para encontrar Callista no salão e a convidar para ser sua parceira no concurso de dança na festa de Halloween. Olhou sorrateiro para a mesa da Grifinória, mas ela ainda não estava lá. A única coisa que chamava atenção naquele momento tinha o nome de Tiago Potter, que estava levando mais um fora daqueles da ruiva que ele vinha assediando desde o início do ano passado: Lily Evans. Ele fazia caras e bocas, colocava a mão no peito de um jeito dramático. Com certeza, a convidara para o baile, mas fora recusado...

Um estranho aperto comprimiu sua garganta com esse pensamento: e se o mesmo acontecesse com ele?

De qualquer forma, já estava decidido. Tomaria uma atitude. Sentou-se animado na mesa com os colegas da Lufa-Lufa, estava faminto. Percebeu quando uma garota sentou-se ao seu lado. Olhou sobre o ombro e cumprimentou a nova colega de quadribol. Gardner sorriu, respondendo o cumprimento e perguntou quando seria o primeiro treino.

Entusiasmado e eufórico por causa da ansiedade, Andy estava mais falante que o habitual. Mal esperava a hora de Cal aparecer. Enquanto isso, conversava com a garota de olhos azuis que estava ao seu lado. Ela contava como foi difícil ser uma barreira humana contra as investidas das duas amigas dele, as grifinórias que o ajudaram na seleção do time - dizia que elas além de bonitas, eram realmente boas. E que numa das defesas, acabou machucando a palma da mão direita.

Ao ouvir essas palavras, Andrey acabou virando o olhar automaticamente para a mão da garota. Ela estendeu a mão e ele viu um hematoma próximo ao polegar. Tocou a mão machucada da goleira para ver mais de perto.

- Nossa, isso foi feio, acho que você deveria procurar madame Pomfrey... Quanto ao treino, acho que daqui uma semana ou duas... Vamos ver... - dizia muito mais preocupado com o evento "baile" do que com o campeonato de quadribol. Afinal o baile seria daí algumas poucas semanas...

Continuou seu jantar enquanto trocava algumas palavras quadribolísticas com a colega. Um pouco antes da sobremesa, resolveu virar-se discretamente para localizar seu alvo na mesa vermelha e dourada.

Seu queixo caiu no chão.

Embasbacado, Andy olhava a cena mais... inesperada de todo o dia. Callista Graham, nos braços de Potter, que girava a garota no ar, depois colocando-a no chão, dançando ali mesmo, entre as mesas da Grifinória e da Corvinal. A menina de olhos cor de violeta parecia bastante sorridente e animada. Para ele, estava tudo mais do que claro: ela iria ao baile com Potter. Sentiu um monstro crescendo dentro de si, algo que seria capaz de tirá-la à força dos braços do rapaz e exigir uma explicação ("mas como exigir explicação? Não tenho nada com ela!"). Algo que o tornaria apto a estuporar Potter ali mesmo, no meio de todos. E algo que também, com certeza, o faria comprar um par de óculos fundo de garrafa para sua amiga que o chamou de cego. Pensando melhor, de fato, ele deveria ser cego mesmo. Acreditar que teria alguma chance... Hunf!

Enrubrescido de ódio, e ao mesmo tempo sem chão, virou-se novamente para seu prato. Perdeu a fome. Qualquer coisa que comesse teria o mesmo efeito que veneno para ele naquele instante. Deu um pequeno soco na mesa, punho cerrado, tentando conter a força e a raiva.

- Aconteceu alguma coisa, Storm? - perguntou Gardner, um tanto assustada - você está bem?

Ele levantou os olhos cinzentos, os óculos de grau e o rosto muito bonito para a colega, encarando-a.

- Está tudo bem. Não se preocupe. Você tem par para o baile, Gardner?

-Ah... - começou a garota - bem, não, mas é que...

- Quer ir comigo?

A menina olhou para a mesa da Grifinória. Graham e Potter já estavam sentados, lado a lado, conversando animadamente. Astuta, suspeitou do que pudesse estar acontecendo.

- Bom... você tem certeza? - perguntou ainda reticente - é que eu não queria...

- Tenho certeza. Fique tranquila, não vou atacá-la - disse forçando uma risada - vamos juntos como amigos. Aproveitamos e nos divertimos um pouco...

A garota pensou um pouco e após segundos, acabou concordando com a idéia.

Aceitara o convite de Andy.


Andrey Storm às 08:00 h




sábado, dezembro 03, 2005


Aulas de Dança - parte I

Elizabeth e Stephen sentaram-se na mesa verde e prata para almoçar. Os burburinhos eram tantos que se tornou quase impossível, no entanto, fazer uma refeição silênciosa.
-Diga-me se não estou certo Li. A gente vive fazendo barulho, certo? - ela acenou com a cabeça em concordância - E brigam conosco, mas então, quando a gente resolve ficar quietos, por um tempo, são eles que começam a ser barulhentos é?
A loira riu divertida.
-Ora Stephen, não seja ranzinzo. Tudo isso é pelo fato do Concurso de Dança que vai ter no Halloween.
-Concurso de dança é?
-Uhum. - ela assentiu - Inclusive os amarelhinhos estão se inscrevendo em massa, acho que pensam que tem chance - ela riu deboxada.
-A única chance que eles tem é de novamente passar vergonha na frente de todos, honrando assim o lugar que eles mantem como escória da escola - ele falou maldoso.
-Pela primeira vez tenho que discordar Stu - a loira falou um tanto quanto contrariada.
-E por que Li?
-Bom, segundo as regras, os participantes podem ter pares de outras casas, ou seja, os amarelhinhos podem se sair bem se tiverem um par...digamos... decente. E bom... os grifinórios sabem dançar um tanto quanto... bem - ela falou a contragosto.
-A gente não pode deixar eles ganharem - ele falou mais pra si mesmo do que pra menina a sua frente.
-Do que você tá falando Stu?
-A gente vai se inscrever - ele falou satisfeito consigo mesmo.
A loira riu.
-E você por acaso sabe dançar?
-Bom, alguma coisa. Você sabe?
-Sim. - ela falou pela primeira vez temerosa.
-Sabe? Ótimo, dançaremos no baile, e até lá você me ensina e...
-Stu, tá maluco?! Como é que você quer que eu te ensine a dançar?
-Ensinando. Eu prefiro perder tentando do que deixar aqueles asquerozos ganharem de bandeija esse concurso.
-Stephen, eu deprezo essas figuras nojentas tanto quanto você, mas você não acha que está exagerando um pouco não?
-Não. - ele falou levantando-se.
-Aonde você está indo Stephen Ludwig?
-Nos inscrever nesse concurso.
Ela suspirou resginada.
-Ótimo, já que é assim que você quer, que seja, mas que fique lembrado, eu avisei.
-Anda logo e para de reclamar. - ele puxou-a pela mão indo até o professor Slughorn pegar a ficha de inscrição.


** às 14:08 h




sexta-feira, dezembro 02, 2005


Um Convite Inesperado

Salão cheio e muita conversa, todos os alunos animados falando sobre o Concurso de Dança e o grande baile que terá no Dia das Bruxas. Casais de namorados combinavam danças românticas enquanto outros pensavam em coreografias espalhafatosas para poderem ganhar.

Na mesa da grifinória uma garota de olhos violetas olhava aquela movimentação e suspirava, esperava que uma pessoa a chamasse. Callista olhou para a mesa da Lufa-lufa e para seu desgosto viu uma lufana de cabelos pretos e olhos azuis bem claros sentando ao lado de Andy e sentiu seu sangue ferver.

"Calma, relaxa... Você não tem direito de falar nada, não é nada dele...", e com esse pensamento ela suspirando baixando os olhos para a comida. Daria tudo para ser uma mosquinha e saber sobre o que falavam.

Não conseguia resistir e volta e meia olhava para os dois jogadores da Lufa-lufa conversando. Se sentia confusa e insegura e esse era um dos grandes motivos que não falava sobre isso com ninguém, nem com a Liv. Mas sabia que ela percebia as coisas e que a conhecia bem o suficiente para entender o motivo de ficar quieta em relação ao lufano.

Tentou pensar em outra coisa, em quadribol ou até no chato do Ranhoso e sua futura aula, mas seus olhos não conseguiam desviar. Sua mente inventava vários assuntos que os dois poderiam estar conversando e ela lutava contra o fato que eles poderiam ser mais que colegas de equipe.

"Pare Callista! Deixa o Andy em paz, ele tem os interesses dele e esses podem não ser os mesmos que os seus..." e ela olhou para seu prato tentado espantar o pensamento.

- O que tem de errado com essa garotas? - Tiago se jogou ao lado da grifinória reclamando, o que a fez despertar dos pensamentos. - Fui chamar delicadamente a Lily para ser meu par e quase levei um tapa na cara.

- Delicadamente? - Ela sorriu imaginando o outro tentando colocar a mão na cintura da garota. - Mas qual a sua preocupação? Tem todas as outras garotas tentando ser seu par. Você e o Sirius tem um leque de opções.

- Verdade. - E ele sorriu ao pensar naquilo e depois fechou o rosto. - Esse foi o motivo que ela falou, que eu só falo com garotas para conseguir pegá-las. Eu falei que não era verdade e ela me pediu um único exemplo de alguém com quem eu saí e não rolou nada, só amizade.

- Ninguém né? - Ela ria ao pensar na conversa entre os dois. Já era uma briga clássica no meio dos grifinórios, Potter versus Evans.

- Pois é... - E abrindo um sorriso bem maroto ele olhou para a amiga. - Tive uma idéia brilhante e com ela vou provar de vez para a Lily que posso ter amigas. Cal, vai comigo na festa?

A grifinória quase cuspiu o suco que tomava.

- O que? Eu? Vou ser mais uma? Até parece que não te conheço...

- Sério. Você é minha amiga e vamos como amigos. Por favor, preciso de ajuda. - Ele colocou as duas mão juntas como se estivesse implorando. - Só amigos, juro!

Cal sorriu ao vê-lo fazer aquilo. Ele deveria estar desesperado, mas ela estava esperando outra pessoa chamá-la. Esse pensamento a fez olhar mais uma vez para a mesa da casa amarela e cinza e seus olhos lacrimejaram com a visão que teve. Andy segurava a mão da lufana ao seu lado, aquela linda goleira cabelos negros e olhos azuis. Sentiu seu estômago revirar e fechou os olhos tentanto apagar a visão.

- Cal? Tudo bem? - Tiago perguntou.

- Nada demais, meu estômago doeu um pouco. - Ela tentou esboçar um sorriso. - Vou sim Tiago, vou com você na festa.

O grifinório abriu um sorriso e a puxou pela mão, fazendo os dois ficarem em pé.

- Vamos nos divertir muito! Dançar e brincar, como amigos, claro!

- Acho bom você se lembrar disso. - E ria ao ser rodopiada pelo amigo, pensava que pelo menos poderia se divertir.


Cal às 10:31 h




quinta-feira, dezembro 01, 2005


Confidências

- Ora, ora, que direta hein, dona Spellman! - ria um rapaz de cabelos castanhos e óculos caminhando em direção à grifinória de olhos azuis que acabara de se desvencilhar de uma "imprensada na parede" de Maximillian Fierman.

- Ah Andy, não enche! - retrucou a menina, com um ar divertido no rosto, mas ainda assim, corando um pouco a face.

- Temos um tempinho antes do jantar - disse o lufa-lufano consultando seu relógio de pulso - que tal uma volta no lago?

- Boa idéia, maninho. Preciso mesmo esfriar a cabeça...

- Nossa, a investida de Fierman foi tão... produtiva assim?

- Já disse, Andy, NÃO ENCHE!

- Tá bom, não tá mais aqui quem falou.

Sentaram-se na beira do lago, enquanto o sol se punha. Liv Spellman atirava pedras na água parada e vez ou outra, recebia uma de volta. Após alguns minutos de silêncio, Andrey insistiu na conversa.

- Liv, que sangue doce hein? Tá difícil definir quem tem mais marmanjo correndo atrás, se você ou se a Evans!

A grifinória de olhos azuis continuou calada, com expressão facial estática, atirando pedrinhas no lago.

- Ora, vamos, o que há? Fierman parece gostar mesmo de você. Veja só a turma com a qual ele anda - disse fazendo uma careta debochada - e ainda assim, ele assume o que pretende. Acho que não deve ser fácil aguentar aqueles sonserinos intragáveis tirando sarro da cara dele porque está afim de uma grifinória. E você, se conheço bem - e tenho certeza que sim - não é nada indiferente às investidas dele. O que te impede de tentar? Dê uma chance ao garoto!

A menina levantou o rosto e encarou expressivamente o amigo.

- Sabe, já está na hora de contar isso a alguém. Algo que me sufoca há meses!

- Não vai me dizer que o palpite do Fierman sobre... É isso? Eu desconfiei por um tempo, mas você não me disse nada... Então desencanei...

- É, ele tem razão, atirou no verde e colheu madurinho. O problema é Lupin. Não que eu não ache Max legal, confesso que até me sinto muito atraída pela pessoa hum... como ele disse? "Pintosa" que ele é, é legal comigo, gentil, me trata como uma princesa... Por outro lado, Lupin é coisa antiga, desde o começo dos meus dias nesta escola - disse olhando ao redor - ele tem um jeito misterioso, um ar fascinante...

- E ele? Como te trata?

- Lupin é um amor. Às vezes me procura tarde da noite na sala comunal, para conversar... é carinhoso...

- Vocês já sairam juntos?

- Não, não... Embora ele tenha insinuado algumas vezes, mas volta atrás sempre, parece que tem medo de mim.

- Vocês conversam muito?

Liv assentiu com a cabeça.

- Por que não conversa sobre isso com ele? Pelo menos a situação se resolve de uma vez. Pior do que levar um fora é ficar na dúvida... E perdendo tempo, já que tem um monte de caras legais afim de você. Por que não tenta ir à competição de dança com ele?

Ela olhou novamente para o lago e recomeçou a atirar pedacinhos de pedra. Depois de uma pausa pensativa, disse um "vou tentar, você tem razão".
De repente os olhos da garota brilharam mais que o habitual. Virou-se para o amigo bruscamente e disparou:

- E você?

- EU? O que tem eu?

- Você e a Cal. Pensa que eu sou cega? Quem usa óculos aqui é você, não eu! Vamos logo, contei meu segredo, agora desembucha.

O rapaz corou a face, mas esboçando um sorriso bobo. Murmurou baixinho: "Callista..."

- Muito perspicaz você minha amiga - soltou por fim - descobriu meu segredo. Mas acho que não tenho a menor chance. Ela é tudo o que eu sonhei pra minha vida. Admito, sou enlouquecido por ela. Mas acho que não tenho chances.

- Ah, Andy, qual é! Perspicaz? E quem precisa de perspicácia pra ver que você inunda onde estiver de baba quando ela aparece? E você não é míope não, você é CEGO! Cegueta da Silva! Ela morre de ciúmes de você, não viu na seleção do time de quadribol da Lufa? Ela implicou com TODAS as meninas que fizeram o teste! Todo mundo pra ela tava te olhando! E alguém que não se importa vai lá dar atenção a isso? Ela quase esganou a Gardner, e olha que a menina nem fez nada! Ela cismou que a garota estava dando em cima de você e ficou furiosa. E por que ela não gostaria de você? Por que não teria chances? Você realmente acha que aquele bando enorme de... lufetes, a maioria mal sabendo montar numa vassoura iria fazer o que no processo seletivo? Cansei de ver menininhas, lufetes ou não, suspirando por você nos corredores. Qual é, não tem espelho não?

- E ela? Disse alguma coisa a você?

- Não, mas como eu disse, eu não sou cega. E sua política agora é "faça o que eu digo, não faça o que eu faço"? O que foi que você me aconselhou minutos atrás? Vamos, Andy, deixa de ser bobo e convide logo a Cal para ir ao concurso de dança com você antes que outro o faça! Pelo que sei, já estão cercando...

Ele olhou para a amiga de esguelha, com um jeito intrigado. Não gostou nada da última frase de Liv. Pareceu-lhe uma injeção de ânimo.

- Certo. Combinado. Você dá um jeito de ir ao baile com o Lupin e eu vou convidar Callista assim que a encontrar.

- Combinado.

Levantaram-se e entraram no castelo. Estavam com fome e já era quase hora do jantar.

Escrito por Andy e Liv


Andrey Storm às 09:30 h



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