Este blog é uma fanfic coletiva inspirada no universo de Harry Potter, pertencente a J.K. Rowling, mostrando as aventuras paralelas de personagens originais, durante a sua permanência em Hogwarts.
Os eventos do Magic se passam durante a década de 70, mais precisamente no ano de 1975, quando os Marotos frequentavam o quarto ano em Hogwarts.

Correio-Coruja






Nome: Callista Graham
Apelido: Cal
Idade: 14 anos
Ano Escolar: 4º ano
Posição no Quadribol: Artilheira
Objeto Especial: Minha varinha, símbolo de que sou bruxa!
Desilusão: Ter claustrofobia e não conseguir ficar em lugares muitos fechados. Só seus amigos sabem sobre o fato que ela ficou soterrada quando criança e que toma uma poção da Madame Pomfrey todos os meses para poder conseguir assistir as aulas...
Aparência: Cabelos castanhos ondulados e olhos lilases. Seria considerada comum e normal se os olhos não chamassem tanta atenção.
Personalidade: Personalidade e opinião fortes, difícil de convencer (praticamente uma cabeça dura). Tem que provar que está errada, mas se o fizer será sempre muito respeitado por ela. Pouco estudiosa, mas sabe muito bem as matérias que gosta. Adora os amigos e em Hogwarts sente sua 2ª casa.
Animal de Estimação: Uma coruja negra chamada Hipólita.






Nome: Liv Joanne Spellman
Apelido: Não tenho
Idade: 14 anos
Ano Escolar: 4º ano
Posição no Quadribol: Artilheira
Objeto Especial: Um anel dado pela minha mãe - herança de minha avó. Vem passando pelas mulheres da família há séculos!
Desilusão: Não ter irmãos e não ter conhecido os avós.
Aparência: Baixinha, magra, cabelos negros, compridos, ligeiramente ondulados, olhos azuis. Muito bonita, chama atenção por onde passa. Talvez pela herança élfica de seus antepassados...
Personalidade: Estudiosa, cdf, porém arteira, moleca, brincalhona. Gosta de jogar quadribol e pregar peças nos amigos. É sincera e honesta, divertida, e defende seus ideais e seus amigos com unhas e dentes. Não mede esforços para alcançar seus objetivos. É determinada e corajosa, doce, meiga e companheira. Um tanto irritada e explosiva. É uma menina muito popular na escola.
Animal de Estimação: Uma gatinha branca persa, a Lúthien.






Nome: Andrey Storm
Apelido: Andy
Idade: 15 anos
Ano: 5º ano
Quadribol: Apanhador e capitão do time.
Objeto especial: Uma capa da invisibilidade.
Desilusão: Ter uma irmã na sonserina.
Aparência: Alto, cabelos castanhos claro, olhos cinzentos. Muito bonito. Pele branca.
Personalidade: Ele é um menino de boa índole, mas personalidade forte. Bom amigo, fiél, companheiro. Simpático, inteligente, sempre de bom humor. Dedicado aos estudos e a tudo o que se propõe fazer. Humilde e modesto.
Animal de estimação: Uma coruja-das-torres chamada Penélope.






Nome: Stephen Ludwig Parott
Apelido: Lud
Idade: 15 anos
Ano Escolar: 5º ano
Posição no Quadribol: Batedor
Objeto Especial: Um pequeno caderno preto, não é de valor, mas foi presente de sua mãe.
Desilusão: Não ser respeitado como deveria sendo herdeiro de uma das mais tradicionais familias sangue-puros.
Aparência: Alto, branquelo, com cabelos loiros e lisos na altura do olhos azuis.
Personalidade: Quieto, reservado e - de vez enquando - falso. Restrito a pequenos grupos de amigos e sempre está anotando coisas no pequeno caderno preto.
Animal de Estimação: Uma coruja branca das neves fêmea chamada Mandy.






Nome: Maximillian Fierman Lonen
Apelido: Max
Idade: 14 anos
Ano Escolar: 4º ano
Posição no Quadribol: Batedor
Objeto Especial: Minha varinha, sem ela, o que seria de mim?
Desilusão: Ah, não tantas... Mas confesso que meu orgulho ficou ferido quando não fui a casa dos inteligentes, porque sei que sou bastante... Mas a quem diga que meu orgulho é ainda maior.
Aparência: 1,76 de altura, 77 kg, olhos azuis, cabelos pretos e lisos e até um pouco acima do ombro.
Personalidade: Orgulhoso ao extremos, se ceder a algo ou alguém, é porque considera muito a pessoa, ou então está de MUITO bom-humor. Em geral é bem humorado e não possui o preconceito habitual por grifinórios, apenas por aqueles que não gosta (A maioria, huahuahua!)
Animal de Estimação: A minha coruja Freya, mas quando vou ao jardim, uma raposa se junta a mim. Já até dei nome a ela: Íris.






Nome: Juliet Dorthly
Apelido: Juli
Idade: 14 anos
Ano Escolar: 4º ano
Posição no Quadribol: não joga, torce de passagem para um "certo goleiro".
Objeto Especial: A pena, presente da mãe.
Desilusão: Saber que com aquele-que-não-deve-ser-nomeado livre, nunca terá certeza se o pai voltará para casa.
Aparência: Altura normal para uma garota, loira, olhos azuis, a pele tão clara que ruboriza quando ri.
Personalidade: É alegre e estudiosa, apesar disso parecer contradição. Está sempre com um livro por perto, mas larga-o de bom grado para ajudar um amigo.
Animal de Estimação: um gato chamado "Miau".






Nome: Kysen Amoy Horpais
Apelido: Sheik, faraó... os amigos brincam com a origem dele.
Idade: 15 anos
Ano Escolar: 5º ano
Posição no Quadribol: Goleiro. (Modéstia a parte, bom)
Objeto Especial: Uma urna funerária, de um dos membros mais antigos da família.
Desilusão: ser menosprezado por suas origens.
Aparência: É um rapaz bonito de pele morena, alto, cabelos negros e cacheados maior que a maioria dos rapazes e olhos escuros. Um físico que denuncia a descendência árabe.
Personalidade: Inteligente sem grande esforço é reservado como o pai em seus assuntos pessoais, mas brincalhão com os amigos e conhecidos. Paquerador, mas leal: não excede o número de 4 "protegidas" ao mesmo tempo. Não ver problemas de ter mais de uma namorada lhe rende algumas confusões.
Animal de Estimação: Um falcão chamado Nuha, presente de sua avô materna (significa prudente, de fala inteligente em homenagem a ela).






Nome:: Elizabeth Chevallier Lindenberg
Apelido: Lizzie
Idade: 15
Ano Escolar: Quinto
Posição no Quadribol: Artilheira
Objeto especial: Um anel que contém uma serpente com olhos de esmeralda, que fica guardado em sua gaveta, presente de seu avô, um ex-sonserino.
Desilusão: Ver que sua irmã é tão infantil e patricinha.
Aparência: Alta, olhos cinzas, cabelos loiros lisos levemente ondulados.Tem um corpo esbelto, é realmente linda e tem a aparência delicada, embora não a seja.
Personalidade: Elizabeth é uma garota extremamente teimosa e decidida. Sempre consegue o que quer. Diferente da irmã, Catherine, nunca se interessou por futilidades. Tem tendência e perder a paciência com lufa-lufanos e gosta de "praticar" maldições e azarações em primeiranistas desavisados. Quando está em casa sempre consegue irritar seu pai, que a deixa de castigo. Orgulhosa, gosta sempre de dar a última palavra. Adora quadribol. Tem habilidade em duelos e é excelente em preparo de poções. Ainda contra a criação que lhe fora imposta, a menina não se preocupa com questões de sangue. Claro que todo o convívio com a família lhe impôs um certo nojo por pessoas de sangue-ruim. Apesar de não ser um modelo de aluna sempre passou com méritos em todas as matérias. É sempre cabeça-dura, mas também é bem-humorada e divertida. E tem o seguinte lema: não me incomode que eu não te mando pra ala hospitalar.
Animal de estimação: Uma coruja acinzentada chamada Hades, que é extremamente inteligente e temperamental.






Nome: Anita Fieramosca
Apelido: Nita - bom, pelo menos é o único publicável...
Idade: 14 anos
Ano Escolar: 4º ano
Posição no Quadribol: Eu poderia ser uma grande batedora, se eu quisesse...
Objeto especial: Meu canivete mágico.
Desilusão: Não ter conseguido entrar como batedora no time....
Aparência: Estatura média, olhos verde-esmeraldas faiscantes, cabelos louros displicentemente jogados nas costas.Sou meio estabanada, mas sempre tento ser a mais elegante da sala. Tenho uma cicatriz no joelho esquerdo, de um tombo que tomei.
Personalidade: Não tenho papas na língua e falo exatamente o que estou pensando - exceto se é mais proveitoso que eu fique calada. Sou espevitada, e não fujo de brigas. Apesar de um tanto maliciosa, eu sei exatamente o que falar e para quem falar na hora de falar. Estudar não faz parte da minha vida - e nem por isso eu sou a última em todas as matérias Eu não sou exatamente comportada, e isso quer dizer que se eu não gosto de você, há uma enorme chance de você ser a próxima vítima de minhas *inocentes* brincadeirinhas. Sou devotada ao meu irmão mais velho, Ramón Fieramosca, e sei que ele é inocente, não importa o que uma banca babaca de aurores diga que ele tenha feito, pois eu sei que ele não seria capaz de assassinar ninguém! E não tolero que alguém diga qualquer coisa mal intencionada sobre ele!
Animal de estimação: Hat, o gato. - que pra nada serve.






















Harry Potter, nomes, personagens, lugares e demais fatos relacionados são propriedade de J.K. Rowling, Warner Bros, Bloomsbury, Scholastic, etc. Este site não possui fins lucrativos.




Layout by Liv Spellman - Exclusivo para o Magic Past. Proibida cópia e/ou reprodução.

Art utilizada no lay out by Tina Ling

This page is powered by Blogger. Isn't yours?




sexta-feira, abril 28, 2006


Conversa de Comadres

Já estava tarde, mas naquela noite os alunos não tinham toque de recolher. Era uma noite de festas e encontros, de dança e diversão e para uma grifinória de olhos azuis que entrava em seu salão, fora uma noite de descobertas. Liv sorria ao pensar em Max, não sabia que iria deixá-la tão bem. Ficaram juntos bastante tempo nos jardins, ele realmente a fez se sentir especial. Mais talvez do que a garota pudesse imaginar. Restava a ela saber o que seria dali pra frente. Mas depois pensava nisso, naquele momento só queria lembrar a sensação mágica que sentira quando o garoto a beijou.

Depois que passou pelo quadro da Mulher-Gorda, Spellman ouviu vozes no salão e reconheceu a de Callista, sua amiga. Andou mais rápido, tinha muito o que contar para ela. Quando chegou mais perto, ficou olhando a cena e imaginando o que teria acontecido. Tiago Potter abraçava Callista carinhosamente, que estava com um sorriso bobo no rosto.

- Ah não! Não me diga que vocês dois estão juntos! Não vou deixar isso! - Liv não conseguiu segurar sua língua, ia ter que colocar juízo na cabeça da amiga, nem que fosse com marretas.

Os outros dois sorriram ao ouvir aquilo e Tiago piscando para Cal foi andando até Liv, dando um beijo em sua mão.

- Sua amiga até tentou, mas meu coração está perdido pelos seus olhos. Você está maravilhosa, princesa!

Atrás de Tiago, Cal sorria abertamente. Não conseguia controlar a felicidade que sentia, junto com a cara impressionada que Liv fazia.

- Pára Tiago, ou ela vai acabar te azarando. Seja cavaleiro e nos deixe conversar, temos muito que contar uma à outra.

- Tá bom, mas só porque nossa noite foi maravilhosa e te devo uma.

Assim que o rapaz subiu Liv arrastou a amiga até o sofá em frente a lareira e disparou incrédula.

- Não acredito que você está namorando o Potter! Ele não gosta de você, é apaixonado pela Evans e todos sabem. E você... - Liv falava sem parar, mas acabou se contendo ao ver o sorriso bobo no rosto da amiga.

- Não estou namorado o Tiago sua boba. Você tem que acreditar que eu tenho bom senso, eu acho ele um bom amigo e só. Ele só estava me dando os parabéns quando você chegou.

- Parabéns?

- Eu e o Andy conversamos durante a festa... Tá, na verdade gritamos um com o outro, mas nos acertamos. Estou namorando o Andy. - Cal falava sem conseguir fechar o sorriso no rosto.

- Não acreditoooooooooooooo. - Liv se jogou abraçando a amiga. - Finalmente! Achei que ia ter que colocar os dois de castigo.

- Achei que fosse gostar da notícia. - Brincou com a amiga. - Agora me conte de você, nós te procuramos para dar a notícia juntos, mas você tinha sumido. Onde e o que estava fazendo com o Fierman? Preciso azará-lo?

Liv olhou para baixo e deu um meio sorriso, sentiu o rosto ficar um pouco vermelho ao lembrar dos beijos do rapaz.

- Não! Não me diga que aconteceu o que eu acho que aconteceu? Merlin, agora tô ferrada, vou ser obrigada a aturar aquilo na minha vida.

- Ele é um amor, super atencioso e carinhoso comigo. Não implica com ele.

- Eu não implico com ele, ele que implica comigo. Eu só respondo.

- Vocês dois vão ter que descobrir um modo de se entender... Bom, pelo menos, eu acho...

- Então nós duas ganhamos namorados hoje! Mas vai ser um grande sacrifício que farei por minha melhor amiga. Ó vida cruel...

- Boba... Agora fiquei com vontade de falar com o Andy, quero ouvir a versão dele. E não sei se ganhei um namorado. Ele não disse nada...

- E quando ouvir me conta! Ele é tão maravilhoso, tão lindo... E quanto ao não dizer nada, não encana, ele é louco por você, apesar de isso ser um carma na minha vida. Oh céus, aturar o Fierman andando atrás da gente o tempo todo! É o fim social!!! Mas de volta ao assunto... Então, o Andy... Liv, você não faz idéia de como ele é fofo, lindo, carinhoso, maravilhoso e...

- ... e vou ter que ficar ouvindo você falar dele o tempo todo, é?

- Vai! Porque eu vou ter que ouvir você falar do Feirman e vou até fazer cara de interessada.

Liv deu língua para a amiga. Sorriu ao pensar como ia ser interessante os quatro saindo juntos. Será que o Max iria tratar bem seus amigos? Só saberia quando acontecesse, mas não ia se preocupar com aquilo. Se é que estava namorando de fato... meninos, hunf. O que custa ser mais direto e definir as coisas??? Não sabia como seria nem o dia seguinte. Pode ser que ele a cumprimentasse e só... Mas no íntimo, achava que não... Ele parecia tão apaixonado! Decidiu deixar suas dúvidas de lado e aproveitar o momento. Estava cansada e feliz, feliz por ela e pelos amigos também.

- Vamos dormir? Estou muito cansada...

- Você ou sua boca?

- Ei! - Mas antes que pudesse retrucar a amiga, Liv viu que Callista já andava em direção ao quarto.

A grifinória de olhos azuis se levantou devagar, com a mente na noite que teve. Um leve sorriso apareceu ao lembrar do modo que Max a tratava, como se fosse de porcelana. Não seria possível que estivesse sido só aquela noite. De qualquer forma, seria cautelosa. Esperaria para ver o que o rapaz faria dali por diante. Agora iria descansar. Estava com sono e precisava dormir. Ainda sorrindo, ela deitou e deixou-se dormir com os pensamentos na festa, na noite e no sonserino que finalmente conseguira seu intento: tomou para si os pensamentos da grifinória.


* Pela dupla dinâmica que escreveu


Cal às 09:57 h




terça-feira, abril 18, 2006


Nota Mental.

Ele molhou a pena no tinteiro e parou por um instante. Pousou-a sobre o pergaminho, manchando-o ligeiramente. Severo desafroxou a gravata e suspirou.

O Baile ainda estava acontecendo. Ainda havia tempo de ir até lá e procurar Anita dentre os mortos e feridos. "Se ela ao menos pudesse me ouvir!", pensou com raiva, passando a mão por entre os cabelos.

Mas por que ela ouviria Black? Por que ela não confiava nele? As perguntas desnorteavam o gênio de poções, e ele sentia o coração pesado ao não conseguir respondê-las.

Não sabia se devia procurá-la. Não sabia por que, de repente, dava tanta importância ao que aquela menina fazia ou deixava de fazer. A menos de uma semana ela era uma estranha para ele, não era?

Havia anos que eles estudavam juntos. Por que, de repente, essa preocupação com o que ela pensava dele?

Severo baixou a cabeça e encostou-a na mesa, fazendo um som oco. Odiava seus momentos de fraqueza. Odiava a necessidade que sentia.

Não, ele não iria procurar a menina no Salão Principal. Ele não iria se rebaixar novamente, arriscar tomar um soco daquele armário chamado Ardowald, para, no fim, ela simplesmente o ignorar.

O que talvez não fosse tão mal, afinal, ele convivera muito bem com isso até a presente momento.

Ou pelo menos, era o que ele queria pensar.

Porque, no fundo, Severo sabia, ao se levantar e dirigir ao dormitório masculino, que aquela seria uma longa noite.

Uma longa noite repleta de suspiros e de pensamentos do 'que teria acontecido se ele tivesse um pouco menos de orgulho...e um pouco mais de colhões.'


Anita Fieramosca às 20:38 h




domingo, abril 16, 2006


Dança comigo?

Craig McAdam estava sentado na mesa mais próxima à porta. Virava o quinto (ou seria sexto?) copo de cerveja amanteigada, pensando na discussão feia que tivera com a namorada, Gabrielle Kirkus. Mas, ao contrário do que ele imaginava, a garota mais presente em seus pensamentos não era a ruiva com quem acabara de terminar, e sim a morena dois anos mais nova que era sua amiga. Morena essa que, por sinal, estava sentando-se à sua frente.

- Brigou com a Kirkus? - perguntou Nicolly Gardner.

- Terminamos tudo - respondeu Craig, levantando-se - quer cerveja amanteigada também?

Nicolly colocou sua mão sobre a do amigo, fazendo-o sentar-se de novo.

- Você vai ficar de porre. Vamos conversar?

- Porque não está dançando com o Storm?

- Porque música lenta não é para amigos. Porque terminou com a Kirkus?

- Porque eu percebi que gosto de outra. E que estava perdendo-a. E que tinha que tomar uma atitude rápida.

- Mas não dá para terminar um namoro e já engatar outro.

- Não. Mas dá para ficar por perto de quem eu gosto. E não é correto, ficar com uma gostando de outra.

- Bonito.

- Cadê o Storm? Não é educado da parte dele, te deixar sozinha, sabia?

- Na verdade, eu falei para ele ir. Ele tinha uns ponteiros a acertar com uma "amiga".

Coincidentemente, nesse momento Callista e Andrey entraram novamente no Grande Salão. De mãos dadas, como a morena teve a felicidade de constatar. Andy trocou uma ou duas palavras com a amiga lufana, depois foi para a pista de dança com a grifinória de olhos lilases.

- Acertou os ponteiros?

- É. Ainda bem - respondeu a morena, satisfeita com o próprio trabalho de cupido.

- E você não está... sei lá... magoada?

- Porque estaria? Somos amigos.

- Amigos... hum... dança comigo? - convidou Craig, levantando-se.

Nicky olhou para a pista. A música ainda era lenta. Ele ouvira quando ela dissera que 'música lenta não é para amigos'. Será que...?

- Claro - respondeu, com um sorriso, aceitando a mão que o sextanista lhe estendia.


Nicky Gardner às 16:05 h




sexta-feira, abril 14, 2006


Era uma vez... (o barraco continua)

O menino parou atônito. Apesar da discussão inesperada, aquela era uma das últimas palavras que ele esperava ouvir naquela noite. Ainda com o rosto rubro, fitava agora os olhos violeta da grifinória à sua frente. No rosto, tinha uma expressão indefinível - alegria, surpresa, raiva, tudo junto.

- Callista, não estou entendendo. - disse por fim, baixando o volume da voz. Ela por sua vez, continuava respirando forte, bufando, encarando Andy com o semblante desafiador. E continuou aos gritos:

- Como assim não está entendendo? Não se faça de idiota! Claro que você entendeu e quer que eu repita tudo para sair daqui se achando a última cerveja amanteigada da Inglaterra e cair nos braços da sua lufete miss goleira!

- Não fale assim comigo, Graham, você não tem a menor idéia do que diz! - falou mais alto, tentando ainda mais uma vez, se controlar.

- Claro que tenho, sei bem o que digo, você vem aqui, ouve tudo o que queria ouvir de mim e volta pra sua namoradinha maravilhosa!

O garoto perdeu de novo a paciência. Falava agora nervosamente, meio rindo, meio gritando. Sabia que não deveria rir, pois tal atitude só pioraria mais a situação. Mas simplesmente não conseguia controlar os nervos!

- Você está com ciúmes, Callista?

- Estou sim e isso não é da sua conta! Agora me faça o favor, volte já pra sua namorada, não a deixe esperando!

- PELA ÚLTIMA VEZ, GARDNER E EU NÃO ESTAMOS NAMORANDO! - Andy berrava agora - Nunca tivemos nada, há meses que não olho pra nenhuma garota como eu olho pra você, sua cabeça dura, dá pra você entender isso?

- NÃO, NÃO DÁ! Você está mentindo! - continuava sem pensar a grifinória.

Foi a gota d'água. Andy segurou Callista fortemente pelos braços e a encostou na parede. Então ninguém gritava mais, nem falava. Nem a música que vinha do salão podia ser ouvida. Simplesmente se olhavam numa mistura de raiva e carinho. Tão sinceramente como jamais haviam feito. Segundos que pareceram uma eternidade. Finalmente ele a beijou.

Onde foi parar a revolta e a raiva, isso ninguém saberia dizer. Os olhos cinzentos do lufano apenas fitavam a menina à sua frente.

- Por que eu tenho que acreditar que você e o Potter são amigos se eu te digo a mesma coisa sobre a Gardner e você não acredita em mim? Ainda duvida que eu goste de você? - Agora ele acariciava os cabelos ondulados de Callista.

- Você é muito bonito e tem trocentas lufetes correndo atrás de você pedindo sua atenção. Eu... eu... - Cal estava mais calma, mas ainda confusa. Não sabia como reagir.

- Você é linda, sempre achei. - Andy passou a mão no rosto na grifinória e sorriu ao vê-la fechar os olhos sentindo sua mão. - Acredita em mim agora?

Quando ela abriu os olhos, o lufano quase perdeu o ar. Estava diferente, ele via um brilho intenso vindo daqueles olhos que ele adorava.

- Me acha linda? - Disse sorrindo para ele.

Andy se aproximou do rosto da grifinória e a beijou novamente. O casal foi desperto por um "aham" ao lado deles e um sorriso maroto que eles não esperariam ver em Dumbledore.

- Acredito que seja melhor voltarem para o salão, pois alunos não devem ficar assim pelos corredores ou algum professor pode flagrá-los. - Disse o diretor da escola.

Os dois foram em direção a festa, cada um tinha que falar com seu respectivo par. Tiago ficou tão feliz que deu um abraço que era entusiástico demais para Andy e Callista ficou quieta a distância olhando o lufano falar com Nicky. Não ia tirar os olhos dele enquanto estivesse perto da linda morena.

Se no último mês tudo conspirou contra, naquele momento Merlin foi a favor. Ao som de "How Deep is Your Love" os dois dançaram quietos, somente curtindo o momento em que estavam juntos, finalmente juntos.

Novela mexicana escrita e definitivamente encerrada por Andy e Callista, com Happy End e tudo. Agradecemos a campanha "CALA A BOCA E BEIJA LOGO, STORM!"


Andrey Storm às 07:21 h




quinta-feira, abril 13, 2006


Era uma vez...

O Grande Salão de Hogwarts estava lindo para o Baile de Halloween e logo após o concurso de dança a música começou a tocar alta e todos foram para a pista dançar. Alunos de diferentes casas dançavam e conversavam animadamente.

Uma jovem de olhos violetas volta e meia lutava contra a vontade de olhar o salão procurando um certo rapaz de olhos cinzentos escondidos atrás dos óculos. Para sorte de Callista, Tiago era animado e a fazia parar de ficar remoendo sua dor de cotovelo. Os dois dançaram muito e quando sentavam, conversavam animadamente sobre muita coisa, de marotices à quadribol.

Apesar de Cal estar vestida lindamente, Tiago suspirava a cada momento que Lilian passava e nesse momento era a vez da grifinória fingir que não via a fragilidade do amigo e distraí-lo. Para os dois a festa estava sendo mais divertida do que esperavam.

Após algumas horas o estilo de música mudou e os casais começaram a se aproximar nas pistas. Aquele som lento e romântico não era para o casal de amigos que sentaram. Tiago viu a distância uma ruiva sozinha e olhou para seu par. Sem precisar dizer uma palavra, Cal entendeu e falou.

- Vai lá Tiago, chama a Lilian para dançar essa música. Sou legal, eu deixo. - Callista sorriu para o amigo que foi fazer exatamente o que ela tinha falado.

"Devia ter obedecido a Madame Pomfrey, ela falou que eu não podia tomar nada além de água hoje e eu burramente bebo um gole da cerveja amantegada." A grifinória estava meio tonta e apoiou a cabeça em uma das mãos.

- Seu par te deixou passando mal e foi dançar com outra garota? - Andy sentava na cadeira ao lado dela.

- Ele não me deixou, eu falei para ele aproveitar essa música romântica e dançar com a pessoa que ele queria. Já que a pessoa com quem eu queria dançar não ia me chamar mesmo.

- E quem seria? - O lufano perguntou intrigado com resposta.

- Você, claro. - Cal ficou surpresa por ter soltado aquilo que queria ter falado a tanto tempo. Com medo da reção do rapaz, se levantou - Com licença, preciso... Preciso ir ao banheiro. - E foi andando em direção a porta do salão.

"Merlin, de onde veio aquilo? Estou falando tudo!" - Ela pensava nervosa que tinha que se afastar dele. "Será que tomei Veritaserum?"

Para seu azar, ou sorte, o rapaz foi atrás dela. Ele não podia ficar parado após ouvir aquilo, tinham que terminar a conversa. Ele precisava saber omotivo dela ter falado aquilo.

- Graham, espera. - Ele tinha corrido até ela a e a segurado pelo braço. Os dois estavam agora do lado de fora do salão, no meio do corredor. - Se queria dançar comigo, por que veio com o Potter?

- Você não me chamou e claro que não chamaria, com a goleira linda e maravilhosa o tempo todo com você.

- Você não me deu chance de te chamar, quando fui ver já estava aos rodopios no meio do salão com ele. - Andrey sempre foi centrado e educado, mas ele estava no limite de sua paciência. Sua voz ia aumentando o tom a cada palavra que sai da sua boca. - Você fez questão de mostrar para todos que estava feliz em vir a festa com ele.

- E você fez questão de segurar a mão dela e ficar de papo sempre e todos os dias do mês. Era só olhar para a mesa da lufa-lufa que a Gardner estava do seu lado. - Cal estava berrando igual ao rapaz, seu rosto ficando vermelho. - É claro que você não ia reparar o quanto eu estava triste em ver aquilo.

- Triste? Eu acabei de ver você rindo no meio da pista, dançando com o Potter. Vocês ficaram mais de uma hora dançando e rindo, JUNTOS!

- COMO AMIGOS. EU E O TIAGO SOMOS AMIGOS!

- E SE ARRUMOU TODA, FICANDO LINDA E MARAVILHOSA, PARA UM AMIGO?

- EU ME ARRUMEI PENSANDO EM VOCÊ!
* Continua...


Cal às 10:04 h




terça-feira, abril 11, 2006


Princesas e Sapos encantados - final

Gardner e Storm dançaram muito e aparentemente ambos se divertiam bastante, embora Nicky não pudesse deixar de reparar o quanto Andy regulava Graham de longe e ria intimamente de cada careta que o garoto fazia ao ver algum gesto mais abusado do Potter para com a parceira de dança.

Quando pararam para descansar e se sentaram numa mesa, Gardner não se conteve e acabou instigando o amigo.

- Morrendo de ciúmes da Graham, não?

- O quê? Eu? De onde você tirou essa idéia?

- Tá estampadinho aqui, ó! - e deu um tapa de leve na testa do rapaz - Vamos, desembucha Storm, admita, você é louco por ela, tá morto de ciúmes... Por que não faz alguma coisa? Toma uma atitude, homem!

- Certo, você venceu. - disse o lufano depois de um gole de cerveja amanteigada. - Admito, sou louco por ela, estou morrendo de ódio, mas o que você quer que eu faça? Ela preferiu vir ao baile com o Potter do que comigo!

- Você PELO MENOS a convidou, Andrey Storm?

- Ehrr... não, ela já estava dançando com o Potter no jantar quando eu ia convidá-la... Não iria perder meu tempo levando um não na cara.

- Daí você se aproveitou da minha ingenuidade e me convidou pra instigar sua pretendida? - disse rindo a morena de olhos azuis.

O rapaz ficou encabulado. Coçava a cabeça sem jeito.

- Desculpa, Nicky, minha intenção nunca foi te usar... Eu...

- Sei disso. - disse ela sorrindo - E gostaria de poder ajudar...

- Não, acho que não há meios para isso... Pelo menos, creio que inventar algo que Liv ainda não tenha feito é praticamente impossível.

A garota olhou de esguelha para os lados. Viu Callista e Tiago na mesa e Potter, clara e descaradamente, engolia Evans com os olhos e voltava-se para Graham, aos cochichos. Sorriu de canto de lábios, voltando-se espivetadamente para o amigo.

- Olha ali. Adivinha quem vai ficar sozinha na mesa?

Andy olhou para a direção apontada por Gardner e viu Potter dando um beijo no rosto de Callista e saindo em direção à Evans. Graham abaixou a cabeça apoiando a testa nas palmas das mãos. Nicolly prosseguiu com sua operação cupido:

- Está esperando o quê? Vai lá!

- Como assim, vai lá? Vim ao baile com você! Quer dizer... Não quero ser grosso como Potter acabou de ser e te deixar sozinha na festa. Não, de jeito nenhum!

- Storm! - ela agora colocava as mãos na cintura e fazia cara de brava - Você acha que só você tem pendências afetivas para resolver num dia de festa? Se manca, se você não desgrudar de mim, vai me empatar também! Tenho assuntos... hmm... pessoais para resolver. Anda, vai lá!

Ele olhava ainda não acreditando no que ouvia. Olhos brilhando, o cabelo caindo sobre a testa e a caneca de cerveja amanteigada já vazia, virou de novo para trás e outra vez para a amiga, que deu uma piscadela marota, fez um sinal com a mão, murmurando "Vai logo!". Ele se levantou e foi até onde estava a peça-chave do seu problema de humor há dias: Callista Graham.

Nicolly levantou-se também. Vira Craig brigar feio com a namorada. Pelo que pudera ouvir dos berros dos dois, algumas mesas distante dela, estava tudo terminado. Craig, aparentemente, tinha ficado mal com a discussão. E, afinal, para que serviam as amigas? Dando uma olhadela de esguelha para Andy, que já chegara em Callista, e desejando que tudo desse certo entre os dois, a morena de olhos azuis saiu em busca do amigo sextanista.

Escrito por Nicolly Gardner e Andy Storm


Andrey Storm às 21:32 h




domingo, abril 09, 2006


Princesas e Sapos Encantados - Parte 1

Nicolly Gardner estava parada à frente do espelho, delineando delicadamente as orbes azuis com um fino lápis preto. Ao seu lado, a amiga, Susan Reed, prendia os longos cabelos ruivos num coque.

- Oxê que tem xorte, Nicky - disse a ruiva, com a pronúncia dificultada graças à boca cheia de grampos - axou o prínxipe encantado, enquanto eu e o Joxx vamox como amigox.

- Que príncipe encantado o quê, Sue. O Andy é um amigo - disse Nicolly, tirando os grampos da boca da amiga - e fale a minha língua, por favor.

- Amigo sim, sei.

- Mas é lógico que é. Você bem sabe que meu coração tem dono - contou a morena de olhos azuis, suspirando - e você vai furar o cérebro, se continuar com essa delicadeza toda.

- Ah, o Craig - concordou Susan - ele te vê como amiga, e você sabe, Nicky. Está na hora de partir para a próxima.

- E lá é culpa minha eu ter um fraco pelos mais velhos? Me dá isso aqui - mandou Nicolly, pegando os grampos da mão de Susan, e passando a arrumar o penteado da amiga.

- O Storm é mais velho.

- Não viaja - disse a morena, revirando os olhos, terminando o coque da amiga, e voltando a atenção aos seus cabelos ainda molhados.

- Não estou viajando. Estou esclarecendo uma possibilidade.

- Esclarecendo uma possibilidade - resmungou Nicolly, fazendo um coque caprichado.

- Vem logo, porque nossos príncipes já devem estar estacionando o cavalo branco - chamou Susan, saindo do dormitório.

Nicolly foi logo atrás. Andrey Storm, acompanhante da menina dos texugos, levantou-se ao vê-la. A garota deu um leve sorriso para o quintanista. Sorriso esse que morreu em seus lábios quando ela viu o amigo (Merlim queira que um dia viesse a ser algo mais) Craig McAdam, sextanista, enlaçar o par e namorada pela cintura. Porque não sou eu no lugar dela? chiou uma vozinha lá dentro da mente da garota.

"Acalme-se Nicky, ele nem sabe que você gosta dele. Curte a festa e larga de ser boba" pensou Nicolly, sorrindo novamente para Andy e aceitando o braço que ele lhe oferecia. Afinal, a noite ainda era uma criança.

Andy percebendo o leve ar de transtorno da parceira de baile, perguntou:

- Está se sentindo bem, Nicky?

- Sim, sim, não foi nada. Vamos?

Caminharam até o Grande Salão lotado de gente. Mal chegaram, acabaram encontrando Liv Spellman, Callista Graham e Tiago Potter, da Grifinória. O cumprimento de Andy e Callista foi seco, e Nicky pôde constatar, ao cumprimentar a grifinória com um meneio de cabeça, que ela também não esquecera da discussão em Hogsmeade. Era indiscutível o ar tenso que pairava ali.

Finalmente deixaram o clima de velório e foram aproveitar a festa.

Continua...

Escrito por Nicolly Gardner, apenas pincelado por Andy Storm.


Andrey Storm às 07:44 h




quinta-feira, abril 06, 2006


Concurso de Dança - Final: Entregando os prêmios.

Havia se passado meia hora desde a última apresentação de dança daquela noite. Na pista de dança havia vários casais e grupos de amigos que riam e se balançavam ao ritmo da música. O diretor Dumbledore levantou-se e foi até o centro de um palco, no fundo do salão, onde os jurados tinham ficado durante a apresentação e agora uma banda tocava. O diretor ergueu a mão e pigarreou; os músicos pararam de tocar e os casais voltaram aos seus lugares na mesa.

-Chegou a hora ? começou o diretor ? de descobrirmos quem foram os jovens campeões desta nobre competição.

Ouve um murmúrio entre os presentes e o diretor ergueu a mão novamente instaurando o silêncio no salão.

-Peço, portanto, que os competidores venham até o centro do salão.

Os casais foram até o lugar especificado pelo diretor e aguardaram o verdicto.

-Como todos que viram e julgaram as apresentações sabem, foi uma competição acirrada e foram julgados nos mais diferentes e diversos quesitos; Finalmtente conseguimos chegar em um consenso sobre qual casal será o ganhador deste troféu ? Dumbledore falava e apontava para duas estatuetas (um homem e uma mulher dançando) que a professora Minerva segurava.

Alguns dos competidores estavam abraçados, outros levemente assustados, mas todos nervosos.

-E os ganhadores são...

Um silêncio monstruoso caiu no salão, alguns participantes prenderam a respiração.

-...Elizabeth Lindenberg e Stephen Parott!

O salão prorromeu em aplausos, assovios e vivas. Elizabeth e Stephen se abraçaram e sorriram.

-É, nós conseguimos Li! ? falava Stephen para a loira.
-E foi maravilhoso Lud! ? ria ela.
-Vamos ? ele a puxou pela mão ? Temos que pegar o prêmio.

Os dois andaram até ao palco aonde receberam as estatuetas da mão do diretor. Sorrindo como nunca, os dois amigos desceram novamente a pista de dança aonde todos já viravam para sentarem-se em seus lugares.

-Esperem, por favor ? Dumbledore solicitou. ? Os prêmios não acabaram ? ele falou, dando um sorriso maroto. ? Como eu disse anteriormente, foi uma competição acirrada, por isso decidimos fazer colocações de segundo e terceiro lugar.

***

Enquanto isso, em algum lugar do Salão...

Anita se recusara a subir ao palco com Severo Snape, e tampouco queria passar o resto da festa com seu novo amigo..
Na verdade, seu único pensamento era não pensar e tomar um grande porre com aquelas coisas não muito alcoolicas do baile.
Saiu de seu estado de topor, apenas para ouvir o anúncio dos ganhadores do concurso que participara, e lembrou-se que ninguém estaria lá para receber o prêmio se ganhasse.

"Ah, dane-se", pensou em voz alta, chamando a atenção de um casal que estava por perto.

Prestou atenção por mais alguns segundos, e ouviu os estrondosos aplausos para Elizabeth e Stephen.
"Ah, bem. Agora já foi.", pensou e com mais um gole, tomou coragem para se esgueirar para longe

-E em segundo lugar, gostaríamos de anunciar o casal Severo Snape e Anita Fieramosca, por sua cândida atuação no concurso!

Anita congelou ao ouvir seu nome, e por um momento, ela pensou em ir buscar seu prêmio.

E no momento seguinte, ela juntou ação às palavras: que se danasse Snape!

Não era afinal para isso que viera ao baile? " Para ganhar o concurso e não pra beijar aquele...seboso idiota! ", pensou para si mesma, cheia de raiva.

Recebeu os aplausos sozinha - ele não aparecera para clamar o que também era seu.

Ao por as mãos na taça de prata, com um casal acanhado, que lembrava muito os dois, ela deu um sorriso, que enquanto pensavam que era de felicidade, estavam redondamente enganados.

- Obrigado pelo segundo lugar - agradeceu ela com a voz embargada - Mas Parrot e Elizabeth que se cuidem, ano que vem a taça de ouro é nossa!

E cambaleante como chegou saiu, arrancando alguns risos, e um ponto de dúvida da cara de Max Fierman.


Escrito por: Elizabeth, Anita e Stephen.


** às 11:16 h




segunda-feira, abril 03, 2006


She loves you, yeah, yeah, yeah!

O casal de estudantes sentou-se numa mesinha qualquer e Liv pôde observar Callista e Tiago dançando uma música animada, assim como Andy e Nicky, porém era óbvio que um tentava provocar o outro. Ela virou cochichou algo pra si mesma e como se a noite não estivesse agradando e não pudesse piorar ela terminou com o ultimato:

- Max, você não quer ir ajudar a sua amiga? A tal Anita?

- Não! Essa noite foi feita para nós dois! - Ele sorriu sincero, contagiado e contagiante.

Liv corou um pouco, disfarçando a satisfação que sentia. Ora, ora, quem poderia imaginar que o Fierman realmente fosse provocar nela algo mais emocionante do que a visão de uma pessoa bonita... Ela pensava nisso e ria por dentro, não do rapaz, mas da situação em que se encontrava, do que sentia, no tempo que talvez tivesse perdido... No entanto, acabou saindo do seu devaneio porque Max continuou sua justificativa sobre a amiga.

- A Nita é bem independente, saberá se virar sozinha. Pode não ter começado certo, mas, com certeza, esta será uma noite inesquecível. Quer dançar? - Ela meneou a cabeça num sinal positivo e ambos foram para a pista de dança.

A música era animada e dançaram até os pés doerem. O concurso havia terminado e agora os demais mortais poderiam abusar da pista improvisada com esmero no centro do Grande Salão.

Uma pausa da banda, os dois voltaram para a mesa onde estavam. De longe, Liv observava Cal e Tiago conversando enquanto o grifinório lançava olhares famintos para Lílian Evans. Era óbvio que os dois conversavam sobre ela. Mas o que a incomodava era o silêncio que teimava em pairar ali, na mesa dela. Tanto tempo pensando e se preparando para aquele dia e agora não sabia o que dizer ou mesmo se devia falar alguma coisa. Max parecia tão tenso quanto a menina.

- Você está realmente impecável, Max! - disparou Liv, tentando parecer segura de si, com um ar maroto no rosto - tudo isso pra ver a Anita dançar?

Ele riu um pouco e respondeu logo em seguida.

- Não... Eu me arrumei assim justamente para ver quantos elogios seus iria ganhar! - e riu mais um pouco, enquanto levava um tapa no ombro de marotice da grifinória - Brincadeiras à parte, minha única intenção foi tornar essa noite ainda mais especial - e chegou o corpo para mais perto da menina.

Ela sorriu, mas dessa vez não se esquivou como fazia sempre. Deixou o garoto se aproximar, embora ainda mantivesse o ar de "inatingível".

- E? - perguntou enigmática.

O festival de sorrisos continuava, e o do garoto agora era sacana e seu olhar tentava interpretá-la...

- Já falei que está linda hoje? Mais do que o padrão maravilhoso que ostenta todos os dias. Sua imagem esta noite ficará guardada para todo o sempre na minha memória.

- Ah é? Então prove. - Ela provocou fechando os olhos do sonserino com as palmas das mãos. - De que cor é meu sapato?

- Azul.

- E de que jeito está arrumado meu cabelo?

- Lindamente soltos, como eu mais gosto de vê-los.

Agora ela olhava para o rapaz diante de si com ar de certeza e confiança. Esboçava um meio-sorriso com o canto esquerdo dos lábios, e propositalmente, mudou as feições repentinamente. Agora estava séria, pensativa e concentrada, como se quisesse desvendar a alma do garoto através dos olhos dele. Meio desconcertado, mas ainda sem perder o jeito, ele retruca.

- O que foi? Aconteceu alguma coisa?

Ela riu gostosamente, enquanto o garoto sacudia os cabelos como se recusasse a acreditar que tinha caído naquela brincadeira da grifinória. A banda já havia retornado, o salão agora estava à meia-luz e os casais estavam agora dançando uma música romântica. Ela levantou num salto, pegou a mão do menino e já foi andando rumo à pista de dança.

- Vem!

Obediente, ele se levantou e deixou-se levar pela mão da menina. A música era suave e agradável. Mas não tanto quanto à sensação de tê-la tão próxima de si e o mais importante - tão dócil. Ela encostou a cabeça no ombro de Fierman, que podia sentir seu perfume dos cabelos da garota aninhada no seu abraço. Dançavam. E ele acariciava os cabelos compridos da menina enquanto a música continuava suave... Continuaram praticamente do mesmo jeito quando a música acabou e outra num ritmo menos meloso a substituiu. Finalmente se separaram um pouco. Liv olhava para o chão.

- Meus pés doem...

Max passou o seu braço direito por sobre o ombro direito de Liv e encostou a sua cabeça na dela.

- Então vamos parar um pouco. Vamos descansar um pouco lá fora - Disse ele com convicção. - Está com sede?

- Uhum - respondeu ela que agora o abraçava também.

Fierman guiou a menina gentilmente até o balcão, onde pegaram duas cervejas amanteigadas. Dali, foram para os jardins, que estavam magníficos, e logo encontraram algo que servisse de banco para se sentarem. Liv esticava as pernas e mexia os dedinhos dentro dos sapatos, olhando fixamente para eles. Max sorveu um grande gole de sua cerveja amanteigada e passou o braço na cintura da menina, que se deixou recostar no ombro do sonserino.

Enquanto isso, o silêncio imperava e a música, tão próxima deles, no salão logo ali adiante, parecia muito distante. Max levantou suavemente o rosto da grifinória pelo queixo, procurando seus olhos azuis cor-de-céu.

- Liv?

- Uhn?

- Eu realmente gosto de você.

- Eu...

Quando deu por si, Max já beijava Liv ardentemente como sonhara há tempo. Ele se sentia nas nuvens e rodava por entre elas. No mundo real, tinhas seus dedos esquerdos mexendo nos cabelos da grifinória, assim como ela. Coraçãozinho aos saltos, ela se deixara levar finalmente pelos encantos do sonserino que aos pouquinhos, ia tomando seu espaço nos pensamentos da garota...

Enquanto isso, a música trouxa rolava no salão.

"She loves you yeah, yeah, yeah
She loves you yeah, yeah, yeah
With the love like that
You know you should be glad"


Escrito por Max e Liv. Música: She loves you, Beatles, improvisada na hora de postar.


Liv Spellman às 09:06 h




domingo, abril 02, 2006


Spellman, come out, come out! Wherever you are!

- Vamos lá, senhor Fierman! Você está gato, super pintoso, vai abalar o coração da grifinória e faze-la cair de amor por ti! - O galante sonserino vestido com um smoking digno de um lorde do sul se olhava no espelho ajeitando a sinuosa gravata borboleta regularmente. Ele estivera tenso desde a véspera do baile e desde então vivia perturbando os amigos, e principalmente a amiga Anita Fieramosca para saber se ela, na condição de mulher, aceitaria um cara vestido daquele jeito, com aquela personalidade e etc. A menina já não agüentava mais, porém acompanhou o amigo em todos os passos, aconselhando e vetando certas atitudes, como descer a mão durante a dança.

Max desceu a escadas para o salão principal com temor da reação da loira, porém foi a sua reação ao vê-la que o espantou. Seus cabelos estavam escovados, ficando delicadamente ajeitados ao belíssimo vestido simples verde que a sonserina de olhos assustadoramente da mesma cor, porém de outro tom usava. Ao seu lado, ainda com cabelos oleosos e nariz de gancho, se encontrava Severo Snape, vestido num conjunto comum de paletó, terno, gravata e uma calça social. Não estava tão ruim, afinal.

- PELO AMOR DE DEUS, Maximillan Fierman! Você não vai com essa gravata assim, né? - E a menina deu alguns passos adiante, até parar em frente ao tórax do garoto, desfez o nó e o refez ao seu jeito, enquanto conversava.

- E então, Max? Pronto para faturar a Spellman? - O garoto sorriu constrangido enquanto corava.

- Estou bem vestido? Apresentável? - Ele olhava para baixo, onde a menina arrumava a gravata.

- Está sim. - Ela sorriu com cumplicidade enquanto alinhava o acessório ao corpo do garoto. - Está elegante. Apesar da quantidade imensa de musse no cabelo e esta gravata que a santa aqui teve a bondade de arrumar, está bem bonito. Pronto, acabei. - E após isso, Snape a chamou, ela foi na frente, não antes de desejar um "Boa sorte com a Spellman" para o rapaz. Já Snape ficou para trás e Max aproveitou para ameaça-lo caso ele vacilasse com a Nita. O gênio em poções foi indiferente e saiu andando, mas Max sentiu que ele entendera.

Maximillian Fierman ficou um tempo se olhando no grande espelho do Salão Comunal sonserino e logo em seguida subiu para o Salão Principal. A decoração estava magnífica, cheia de abóboras pelos cantos, muito tecido roxo e laranja pelo salão. Morcegos reais voavam por sobre as cabeças dos estudantes e Max pôde ver Anita e Snape indo mais para o centro da escola, o concurso deveria estar por começar.

Seus olhos, porém, teimavam em procurar Liv em todo e qualquer espaço vago no salão cheio. E em nenhum deles estava ela. Ele se serviu de um copo de cerveja amanteigada e sentou-se numa das pequenas mesas que substituíam as quatro grandes de sempre, porém seus olhos não paravam quietos.

E então, como num delicioso chacoalhar de emoções, ele a viu descer pela escada principal, acompanhada da amiga mala Graham e do Potter. Ela tinha no rosto um sorriso inseguro, como se precisasse se importar com o que os outros pensavam, mas era sem dúvida a menina mais bonita de todas na festa. Tinha um vestido azul claro com algum brilho quase na altura do joelho e um decote em V no tamanho ideal. Seus sapatos delicados e também azuis formavam um conjunto simples, porém magnífico. Caso ficara boquiaberto com a beleza de Anita, não era nada comparado ao que sentira por Liv. Os cabelos negros como a noite estavam soltos e muito bem penteados, e pouca maquiagem envolvia a face.

Não se moveu, ficou apenas observando a garota à distância, enquanto ela conversava com os amigos. Viu quando Storm e Gardner se aproximaram do trio, e pouco tempo depois, a grifinória se desgarrou do grupo, com os olhos azuis intensos procurando por algo... ou alguém. Que acabara de encontrar.

Ele se aproximou suavemente da menina e deu seu braço revestido do paletó para Liv. A girifinória aceitou e os dois, lado a lado, andaram até o fim do salão. Max quebrou o silêncio apático.

- Er... A dança da Anita e do Snape deve estar por começar, todos estão indo para lá. Eles ensaiaram bastante, a performance deverá ser maravilhosa. - E nesse momento um dos conselhos de Anita ressoou em sua cabeça: "Não diga nada pra Spellman sobre mim ou Severo. Ela ODEIA ele com toda as suas forças, e nenhuma garota quer ouvir um menino falando de outra na frente dela. Mesmo que você já tenha se jogado da torre mais alta só pra provar que você não quer saber de mais ninguém.", Max não pôde evitar e levou a mão a testa, como num auto-flagelo.

- Tudo bem com você, Max? - Ela disse preocupada e segurando a mão do menino.

- Ahn? Ah sim... Tudo ótimo. Vamos?

Porém o show não estava por começar, na verdade, ele estava acabando e Anita simplesmente passara por ali correndo e levando atrás de si Severo Snape. "Bom... Se Severo fez algo à Anita, não vai adiantar nada me intrometer agora. Cuido dele depois e, afinal, essa é a minha noite."


Max Fierman às 10:09 h



<body>