Este blog é uma fanfic coletiva inspirada no universo de Harry Potter, pertencente a J.K. Rowling, mostrando as aventuras paralelas de personagens originais, durante a sua permanência em Hogwarts.
Os eventos do Magic se passam durante a década de 70, mais precisamente no ano de 1975, quando os Marotos frequentavam o quarto ano em Hogwarts.

Correio-Coruja






Nome: Callista Graham
Apelido: Cal
Idade: 14 anos
Ano Escolar: 4º ano
Posição no Quadribol: Artilheira
Objeto Especial: Minha varinha, símbolo de que sou bruxa!
Desilusão: Ter claustrofobia e não conseguir ficar em lugares muitos fechados. Só seus amigos sabem sobre o fato que ela ficou soterrada quando criança e que toma uma poção da Madame Pomfrey todos os meses para poder conseguir assistir as aulas...
Aparência: Cabelos castanhos ondulados e olhos lilases. Seria considerada comum e normal se os olhos não chamassem tanta atenção.
Personalidade: Personalidade e opinião fortes, difícil de convencer (praticamente uma cabeça dura). Tem que provar que está errada, mas se o fizer será sempre muito respeitado por ela. Pouco estudiosa, mas sabe muito bem as matérias que gosta. Adora os amigos e em Hogwarts sente sua 2ª casa.
Animal de Estimação: Uma coruja negra chamada Hipólita.






Nome: Liv Joanne Spellman
Apelido: Não tenho
Idade: 14 anos
Ano Escolar: 4º ano
Posição no Quadribol: Artilheira
Objeto Especial: Um anel dado pela minha mãe - herança de minha avó. Vem passando pelas mulheres da família há séculos!
Desilusão: Não ter irmãos e não ter conhecido os avós.
Aparência: Baixinha, magra, cabelos negros, compridos, ligeiramente ondulados, olhos azuis. Muito bonita, chama atenção por onde passa. Talvez pela herança élfica de seus antepassados...
Personalidade: Estudiosa, cdf, porém arteira, moleca, brincalhona. Gosta de jogar quadribol e pregar peças nos amigos. É sincera e honesta, divertida, e defende seus ideais e seus amigos com unhas e dentes. Não mede esforços para alcançar seus objetivos. É determinada e corajosa, doce, meiga e companheira. Um tanto irritada e explosiva. É uma menina muito popular na escola.
Animal de Estimação: Uma gatinha branca persa, a Lúthien.






Nome: Andrey Storm
Apelido: Andy
Idade: 15 anos
Ano: 5º ano
Quadribol: Apanhador e capitão do time.
Objeto especial: Uma capa da invisibilidade.
Desilusão: Ter uma irmã na sonserina.
Aparência: Alto, cabelos castanhos claro, olhos cinzentos. Muito bonito. Pele branca.
Personalidade: Ele é um menino de boa índole, mas personalidade forte. Bom amigo, fiél, companheiro. Simpático, inteligente, sempre de bom humor. Dedicado aos estudos e a tudo o que se propõe fazer. Humilde e modesto.
Animal de estimação: Uma coruja-das-torres chamada Penélope.






Nome: Stephen Ludwig Parott
Apelido: Lud
Idade: 15 anos
Ano Escolar: 5º ano
Posição no Quadribol: Batedor
Objeto Especial: Um pequeno caderno preto, não é de valor, mas foi presente de sua mãe.
Desilusão: Não ser respeitado como deveria sendo herdeiro de uma das mais tradicionais familias sangue-puros.
Aparência: Alto, branquelo, com cabelos loiros e lisos na altura do olhos azuis.
Personalidade: Quieto, reservado e - de vez enquando - falso. Restrito a pequenos grupos de amigos e sempre está anotando coisas no pequeno caderno preto.
Animal de Estimação: Uma coruja branca das neves fêmea chamada Mandy.






Nome: Maximillian Fierman Lonen
Apelido: Max
Idade: 14 anos
Ano Escolar: 4º ano
Posição no Quadribol: Batedor
Objeto Especial: Minha varinha, sem ela, o que seria de mim?
Desilusão: Ah, não tantas... Mas confesso que meu orgulho ficou ferido quando não fui a casa dos inteligentes, porque sei que sou bastante... Mas a quem diga que meu orgulho é ainda maior.
Aparência: 1,76 de altura, 77 kg, olhos azuis, cabelos pretos e lisos e até um pouco acima do ombro.
Personalidade: Orgulhoso ao extremos, se ceder a algo ou alguém, é porque considera muito a pessoa, ou então está de MUITO bom-humor. Em geral é bem humorado e não possui o preconceito habitual por grifinórios, apenas por aqueles que não gosta (A maioria, huahuahua!)
Animal de Estimação: A minha coruja Freya, mas quando vou ao jardim, uma raposa se junta a mim. Já até dei nome a ela: Íris.






Nome: Juliet Dorthly
Apelido: Juli
Idade: 14 anos
Ano Escolar: 4º ano
Posição no Quadribol: não joga, torce de passagem para um "certo goleiro".
Objeto Especial: A pena, presente da mãe.
Desilusão: Saber que com aquele-que-não-deve-ser-nomeado livre, nunca terá certeza se o pai voltará para casa.
Aparência: Altura normal para uma garota, loira, olhos azuis, a pele tão clara que ruboriza quando ri.
Personalidade: É alegre e estudiosa, apesar disso parecer contradição. Está sempre com um livro por perto, mas larga-o de bom grado para ajudar um amigo.
Animal de Estimação: um gato chamado "Miau".






Nome: Kysen Amoy Horpais
Apelido: Sheik, faraó... os amigos brincam com a origem dele.
Idade: 15 anos
Ano Escolar: 5º ano
Posição no Quadribol: Goleiro. (Modéstia a parte, bom)
Objeto Especial: Uma urna funerária, de um dos membros mais antigos da família.
Desilusão: ser menosprezado por suas origens.
Aparência: É um rapaz bonito de pele morena, alto, cabelos negros e cacheados maior que a maioria dos rapazes e olhos escuros. Um físico que denuncia a descendência árabe.
Personalidade: Inteligente sem grande esforço é reservado como o pai em seus assuntos pessoais, mas brincalhão com os amigos e conhecidos. Paquerador, mas leal: não excede o número de 4 "protegidas" ao mesmo tempo. Não ver problemas de ter mais de uma namorada lhe rende algumas confusões.
Animal de Estimação: Um falcão chamado Nuha, presente de sua avô materna (significa prudente, de fala inteligente em homenagem a ela).






Nome:: Elizabeth Chevallier Lindenberg
Apelido: Lizzie
Idade: 15
Ano Escolar: Quinto
Posição no Quadribol: Artilheira
Objeto especial: Um anel que contém uma serpente com olhos de esmeralda, que fica guardado em sua gaveta, presente de seu avô, um ex-sonserino.
Desilusão: Ver que sua irmã é tão infantil e patricinha.
Aparência: Alta, olhos cinzas, cabelos loiros lisos levemente ondulados.Tem um corpo esbelto, é realmente linda e tem a aparência delicada, embora não a seja.
Personalidade: Elizabeth é uma garota extremamente teimosa e decidida. Sempre consegue o que quer. Diferente da irmã, Catherine, nunca se interessou por futilidades. Tem tendência e perder a paciência com lufa-lufanos e gosta de "praticar" maldições e azarações em primeiranistas desavisados. Quando está em casa sempre consegue irritar seu pai, que a deixa de castigo. Orgulhosa, gosta sempre de dar a última palavra. Adora quadribol. Tem habilidade em duelos e é excelente em preparo de poções. Ainda contra a criação que lhe fora imposta, a menina não se preocupa com questões de sangue. Claro que todo o convívio com a família lhe impôs um certo nojo por pessoas de sangue-ruim. Apesar de não ser um modelo de aluna sempre passou com méritos em todas as matérias. É sempre cabeça-dura, mas também é bem-humorada e divertida. E tem o seguinte lema: não me incomode que eu não te mando pra ala hospitalar.
Animal de estimação: Uma coruja acinzentada chamada Hades, que é extremamente inteligente e temperamental.






Nome: Anita Fieramosca
Apelido: Nita - bom, pelo menos é o único publicável...
Idade: 14 anos
Ano Escolar: 4º ano
Posição no Quadribol: Eu poderia ser uma grande batedora, se eu quisesse...
Objeto especial: Meu canivete mágico.
Desilusão: Não ter conseguido entrar como batedora no time....
Aparência: Estatura média, olhos verde-esmeraldas faiscantes, cabelos louros displicentemente jogados nas costas.Sou meio estabanada, mas sempre tento ser a mais elegante da sala. Tenho uma cicatriz no joelho esquerdo, de um tombo que tomei.
Personalidade: Não tenho papas na língua e falo exatamente o que estou pensando - exceto se é mais proveitoso que eu fique calada. Sou espevitada, e não fujo de brigas. Apesar de um tanto maliciosa, eu sei exatamente o que falar e para quem falar na hora de falar. Estudar não faz parte da minha vida - e nem por isso eu sou a última em todas as matérias Eu não sou exatamente comportada, e isso quer dizer que se eu não gosto de você, há uma enorme chance de você ser a próxima vítima de minhas *inocentes* brincadeirinhas. Sou devotada ao meu irmão mais velho, Ramón Fieramosca, e sei que ele é inocente, não importa o que uma banca babaca de aurores diga que ele tenha feito, pois eu sei que ele não seria capaz de assassinar ninguém! E não tolero que alguém diga qualquer coisa mal intencionada sobre ele!
Animal de estimação: Hat, o gato. - que pra nada serve.






















Harry Potter, nomes, personagens, lugares e demais fatos relacionados são propriedade de J.K. Rowling, Warner Bros, Bloomsbury, Scholastic, etc. Este site não possui fins lucrativos.




Layout by Liv Spellman - Exclusivo para o Magic Past. Proibida cópia e/ou reprodução.

Art utilizada no lay out by Tina Ling

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terça-feira, janeiro 31, 2006




Elizabeth estava sentada nos degraus da arquibancada da sonserina com um sorriso de desdém no rosto. Estava vendo o treino dos lufanos e limitava-se a rir o que a presença de uma sonserina fazia com os novatos do time. Para o Storm sua presença passava desapercebida, era verdade, assim como para a goleira nova do time. Entretanto para alguns artilheiros deixavam a bola cair ou se desequilibravam ao notar o olhar de falsa ameaça que a loira lançava a eles. Ela riu.
- E eu estava preocupada com eles?
-Eu acho que eles jogam bem - disse uma voz despreocupada logo do lado direito de Lizzie.
Ali, sentada a uns dois metros da sonserina, se encontrava Nariman, uma garota loura com olhos verdes claros, olhando para a frente, onde os lufa-lufanos mais uma vez se atrapalhavam com a Goles.
- Quero dizer, eles estão nervosos agora, mas eu já vi muitos treinos deles, eles são realmente bons - continuou Nari, sorrindo.
- E você é..? - Lizzie perguntou franzindo o cenho.
- Nariman McGollon, sou da Corvinal - apresentou-se a loura, educadamente. Virando a cabeça ligeiramente para o lado, disse: - Você é amiga do Stephen, não é?
- É... sou sim. Elizabeth Lindenberg - apresentou-se a sonserina visto que a corvinense conhecia o amigo.
Nari sorriu.
- Ele não parece ser um sonserino típico. Pelo menos não comigo, ele é muito respeitoso - acrescentou ela. - Espero que você também não seja como aquele tipo, que adora dar uma de superior, sem ofensas. - Ela arqueou as sobrancelhas, receosa.
Lizzie sorriu meia boca.
- Conhece o Stu desde quando?
- Na verdade, somos apenas conhecidos. Isso desde o primeiro ano, nunca me estranhei de verdade com ninguém, nem com ele.
- Entendo. Você joga também? - ela perguntou fazendo um gesto com a cabeça e indicando o campo.
Nari olhou em direção ao goleiro da Lufa-lufa, que, aproveitando que Lizzie não estava vendo, fez uma defesa espetacular.
- Sim, eu jogo. Artilheira. Você?
-Também - ela sorriu pelo canto dos lábios - Espera aí... Eu sabia que já tinha visto seu rosto... Você é a loira dos giros.
A corvinense deu uma risada antes de falar.
- "Loira dos giros"? Que belo nome artístico foram me arranjar, só porque faço algumas acrobacias quando preciso pegar uma bola difícil. Mas pelo menos não sou conhecida como "a artilheira maluca da Corvinal" - comentou Nari.
A sonserina sorriu levemente.
- Culpe o Beckinsvile, ele que dá apelidos para todos os jogadores que ele esquece o sobrenome - riu ela.
- O famoso "ato de Beckinsvile", apelidar quem você não se lembra quem é. E essa expressão não foi ele quem inventou. - As duas garotas riram. - De qualquer forma, os lufa-lufanos estão pousando. Está na hora de eu ir, sabe, muitos trabalhos para terminar na biblioteca. Foi bom conhecer você, Elizabeth. - Nari levantou-se, apalpando a saia para retirar qualquer poeira das arquibancadas.
- Foi bom te conhecer também - a sonserina sorriu. - Até outra hora. - ela finalizou enquanto a corvinense dirigia-se para a biblioteca e ela permanecia no campo.


*Post à quatro mãos por Nari e Lizzie.


Nari McGollon às 14:25 h




domingo, janeiro 29, 2006


Amigos?

_Chegamos. - avisou o rapaz de cabelos oleosos.

Parou em frente a uma porta, e cortesmente abriu pra ela. A sala era espaçosa, e ele já havia preparado-a. Algumas almofadas num canto, as cadeiras e mesas arrastadas no outro. Um som saia de uma vitrola no canto, algo de Tchaikovsky, talvez. No meio um grande espaço livre, para poderem treinar.

_ Já está tudo pronto....eu não sei se você gosta dessa música. É de Tchaikovsky. Eu costumava dançar...minha favorita. - falou ele, um pouco desconcertado.

_ Está boa para mim. Vamos...começar?

Anita não pensou que fosse ser tão embaraçoso dançar com alguém que ela 'conhecia-mas-não-conhecia'. Snape chegou perto dela, e colocou a mão em sua cintura, enquanto a outra foi de encontro com a sua. Ela apoiou sua mão livre no ombro do rapaz, e uma das pernas entre as dele. Soltou um suspiro baixinho e nervoso.

Snape, com a cara impassível, puxou a valsa, magistralmente, como ela nunca esperaria. Percebeu, então, que ele tinha uma instrução superior a dela, mas nada que se esforçando, não desse pra acompanhar.

Ela estava nervosa. Tirando um colega de aula, cujo nome era Phillip (e era seu par nas aulas de dança) e seu irmão Ramón, ela não costumava ter proximidade com os rapazes. Não que ninguém nunca houvesse tentado. Apesar do gênio difícil, dois ou três corajosos já haviam tentado chegar perto dela.

E ela, os repelira com a mesma ânsia que tentaram. Anita era assim...violenta, impulsiva. Desejava ardentemente viver uma paixão, e até lá, ela iria esperar mantendo todos a uma distância considerável. Por isso, ficou um pouco nervosa quando o rapaz a sua frente, chegou próximo dela, e com maestria a guiou pela sala.

_ Você não é nada mal... - consentiu ela, murmurando rápido.

_ Tampouco você é... - respondeu ele, olhando-a nos olhos verdes com um discreto sorriso no canto da boca.

A música acabou, e o rapaz soltou-a, fazendo uma reverência. Passou a mão pelos cabelos e constatou que suara um pouco. " Estou bastante destreinado.", pensou ele, olhando para a garota a sua frente, que também estava do mesmo jeito.

_ Vamos descansar um pouco, enquanto eu vejo que música a podemos dançar. - falou ele, virando-se para a vitrola.

Anita foi calmamente para as almofadas e se jogou lá. " É, ele é bom. E eu estou fora de forma.", pensou consigo mesmo, fechando os olhos, enquanto uma melodia tranquila começava a tocar na sala.

Quando ele a chamou novamente, com um impaciente "Fieramosca", a garota já estava mais solta. Eles se ajeitaram na posição...

_No três... - murmurou o rapaz. - Um, dois...três...

E começou a girá-la novamente pela sala, agora arriscando a movimentos mais arrojados e a giros mais complexos. A loura acompanhou muito bem, assim como nas próximas 5 músicas. Quando pararam, ele lançou um olhar ao relógio.

_ Acho que já deu por hoje... - comentou.

Silenciosamente, ambos trouxeram a sala de volta ao seu estado normal.

_ De quem é a vitrola? - perguntou Anita, sem saber o que fazer com aquilo em suas mãos.

_Do professor Slughorn. O disco é meu. - falou ele, tomando o aparelho de suas mãos e esbarrando nelas sem querer.

_Hmm..tá. - ela terminou de mexer em algumas cadeiras, para disfarçar o constrangimento.Então virou-se pra ele - Acho que na próxima vez deveríamos vir já com as roupas no estilo do baile. Pra nos acostumarmos.

Ele lançou um olhar pra ela, abrindo a porta.

_ É, é uma boa idéia. Assim você pega o jeito do vestido, e vemos o que é e o que não é possível fazer. - respondeu ele, enquanto ela saía.

Ele trancou a porta, e percebeu que ela o esperava.

_ Sabe... - começou ela.

_ Que é? - interpelou e incentivou ele.

_ Acho que, já que nós vamos ter que....sei lá, "nos aguentar"...durante uma noite, poderíamos...não sei..tentar ser amigos... - falou ela, como que casualmente, olhando pro alto.

Ele não respondeu por um momento e chegaram em frente ao quadro que os separavam do salão comunal.

_ Tenho que devolver isso para o professor.. - falou ele, e hesitou por um momento, antes de continuar. - Sobre o que você disse...você quem sabe....

A menina ferveu de raiva por dentro. Achava que ele pelo menos poderia ter sido mais simpático.

_ ...Anita.

Ela abriu um sorriso e ele fez o mesmo, ainda que parecesse meio nervoso. Ficaram parados alguns instantes.

_ Eu preciso entregar...

_É, vai lá...

_Até mais...

_Até a próxima aula, Severo.


Anita Fieramosca às 08:07 h




quinta-feira, janeiro 26, 2006




Enquanto metade dos alunos de Hogwarts só pensavam no Baile de Halloween e no Concurso de Dança, alguns se lembrava que teriam NOMs ou NIEMs. Callista não precisava se preocupar com essas provas ainda, mas tinha que se preocupar com as matérias que era fraca, principalmente poções.

Ao chegar na biblioteca, a grifinória olhou em volta para ver quem estava por lá. Ainda evitava discussões e brigas, não confiava em sua mente. Sabia que se encontrasse um certo lufano conversando com uma certa lufana poderia perder a cabeça.

"Estou começando a achar que vou ficar verde e com escamas depois de tanto efeito colateral. Por que será que estão tendo tanta dificuldade?"

Cal foi até a área onde os livros de poções ficam e separou os que sua amiga July tinha sugerido. Ela chegaria mais tarde para que estudassem e assim a grifinória não iria precisar ouvir insultos de Snape. Como estava com algum tempo livre, ela decidiu chegar antes da amiga e já ir dando uma lida no material.

"Quem sabe eu consigo aprender algo por osmose. Estudar é tããão chato..."

Já estava estudando por meia hora quando surgiu uma dúvida sobre o uso da raiz kaippert. Olhando nos livros a sua volta não conseugui achar nada relacionado a esse ingrediente raro. Cal se levantou e foi até a estante onde ficam os livros procurar um que tivesse algo sobre a raiz. Não demorou e conseguiu achar o livro. Seu sentimento de vitória foi cortado por uma voz grave que veio das suas costas enquanto andava em direção a mesa.

- Devo tomar cuidado se vai cair vacas do céu? Estou vendo Callista Graham estudar.

- Boa tarde Severo, tudo bem? Estou sim estudando, então é melhor ficar dentro do castelo.

- Me sinto bem ao saber que alguns minutos da minha presença na sua vida fez tanta mudança assim.

- Não foi você, que até agora não conseguiu falar nada inspirador para a minha pessoinha. Foi minha consciência mesmo e o medo de não conseguir ter uma nota decente dos NOMs.

- Milagres não acontecem assim. Acho impossível você ter uma nota decente no seu NOM, em qualquer matéria na verdade. Você não sabe dar valor aos estudos.

Sentindo vontade de quebrar aquele nariz de capitão gancho, Cal olhou para ele e mordeu a boca para não responder.

- Ultimamente você não tem sido a mesma. Quase não responde, nem apronta mais nenhuma. Decidiu crescer?

Cal já estava se vendo sendo expulsa da biblioteca. O Ranhoso estava abusando da parca paciência que ela tinha. A grifinória até abriu a boca para responder, mas a voz que ouviu era mais masculina que a sua e achou melhor ficar quieta.

- Acho que você deveria sair e ir incomodar outra pessoa. - Tim estava andando até sua irmã quando viu com quem ela estava falando e achou que deveria ajudá-la.

- Não sou obrigado a fazer o que você quer Graham, mas meu assunto com sua irmã já acabou mesmo. - Snape olhou para Callista seriamente. - Nos vemos na sua próxima aula e estude antes disso.

O corvinal sentou ao lado da irmã e deu um beijo carinhoso no rosto dela.

- Não fique chateada com esse panaca, ele não merece. - Tim deitou a cabeça da irmã no seu ombro fazendo um carinho no cabelo dela. Foi quando percebeu a quantidade de livros a sua frente. - Você estava estudando?

- Ah não! Você também? Qual o problema de me ver estudar?

Vendo que o botão 'respostas' ainda estava acionado, Tim acha melhor sair pela tangente.

- Nada, eu só estou orgulhosa de ver você se esforçando para tirar uma boa nota. Só isso... O que te fez estudar tanto?

Callista sorriu abertamente, raramente seu irmão fazia este tipo de elogio. Ouvia mais crítica que estudava pouco e não se esforçava o suficiente.

- Uma amiga corvinal que está chegando agorinha. Ela me convenceu a estudar e mostrar para o Ranhoso e para o Slughorn que eu posso ser boa na matéria se eu quiser.

Juliet que não sabia de nada que havia ocorrido antes da sua chegada somente sorriu para os irmãos quando chegou perto da mesa.

- Dexarei as duas estudando. Srta. Dorthly agradeço por colocar um pouco de juízo na minha irmã. - E saiu sorrindo, sabendo que atrás sua irmã fazia uma careta em sua direção.


Cal às 11:02 h




segunda-feira, janeiro 23, 2006


Precisando treinar...

Anita deu um pequeno bocejo e descartou o conselho da sua torre, jogando o bispo perigosamente perto do rei de Max.

_ Xeque. - falou ela, encarando-o com seus olhos verdes.

Max não se controlou e deu um tapa na mesa.

_ Não quero mais jogar com você. - reclamou ele, emendando com um singelo "Cala a boca" para as peças. - Não tem a menor graça.

_ Eu é que o diga, Max. Eu SEMPRE ganho. Desde que entrei nessa escola, desde que jogamos xadrez de bruxo, eu sempre ganhei de você. Tá ficando chato. - respondeu ela com um sorriso deveras provocante e movendo uma peça, complementou - Xeque-mate.

Max soltou um impropério e guardou as peças que haviam pertencido ao seu avô.

_ Ei, não vem, amigo...são 5 sicles que você me deve. Nós apostamos no começo da partida, lembra? - riu Anita, esticando a mão e olhando inquisitivamente.

Max deu um grunhido e colocou a mão nas vestes, puxando o dinheiro necessário, nem um nuque a mais.

A menina olhou ao seu redor, procurando algo de interessante pra fazer, ou alguém para encher o saco. Stephen Ludwig estava a um canto, conversando com Elizabeth Lindenberg. No outro canto, via um grupo de primeiro-anistas as voltas com o dever de algum professor sacana. "McGonnagal", pensou ela.

Entrando no salão comunal, a loura notou Snape, que apenas a cumprimentou com a cabeça.

_ Me lembre, Max, por que mesmo eu estou indo no baile com o Snape? - suspirou Anita revirando os olhos.

_ Porque você não teria par, e porque você vai dar um fora no imbecil do Black, fazendo isso. - respondeu o garoto, puxando um rolo de pergaminho pra começar a fazer o dever do Binns. - Em que ano foi mesmo a Revolta dos Duendes?

_ E você pergunta pra mim, criança? - respondeu Nita, sacudindo a cabeça. "Quem em sã consciencia sabe isso de cabeça?!" - Mas sabe, estava eu pensando...será que vale a pena ir com o Snape só pra dar um fora naquele idiota?

_ Claro que vale. Ele te encheu o saco, não? - falou o rapaz, parando subitamente de escrever e olhando para sua amiga. - Não dá pra deixá-lo sem troco.

_É, você tem razão...- respondeu a outra, pensando que teria que ganhar a droga do concurso, com o moço de cabelos oleosos.

" Que saco...eu nem sei se ele tem idéia de como dançar...", murmurou para si mesma.

_ Fieramosca.

A menina foi acordada de seus pensamentos, e virou-se para ver quem a chamava. Deu de cara com um nariz de gancho.

_ Eu acho que a gente deveria ensaiar para o concurso, não? - perguntou ele, levantando uma sobracelha. - Há muita gente boa competindo, eu fui checar isso.

_ Por acaso... o Black não estaria competindo? - perguntou Anita, hesitante.

_ Está. Não vi com quem, mas ele está. Soube que há alguns corvinais muito bons também. - confirmou Severo.

_ Tem razão. Deveríamos ensaiar. Você está livre quando...? - falou a garota, olhando fixamente para o nada.

_ Agora eu estaria...mas podemos fazer isso amanhã.

_ Amanhã...é, está ótimo.

A menina levantou-se, e lançou um olhar para Max, que continuava absortamente pensando na revolta dos duendes. "Ou, mais provavelmente, naquela grifinória. Vou revisar aquele pergaminho dele. Vai que ele entrega pro Binns uma folha escrita apenas 'Spellman é perfeita.Spellman é linda.' ?", pensou a garota, rindo por dentro com a possibilidade.

_ Hein, Fieramosca?

_ O que você perguntou, Snape? - retrucou ela saindo de seus pensamentos e olhando o salão a sua volta, como se estivesse se situando.

_ Você tem alguma experiência com dança? - perguntou pacientemente ele.

_ Fiz aulas de dança desde meus 6 anos. Valsa, ballet, essas coisas. Meu irmão dizia que eu levava muito jeito com isso. - respondeu a garota, lembrando do olhar de Ramón fixado nela, enquanto ela mostrava o que havia aprendido na aula do dia..

_ Perfeito. Meu pai me ensinou muita coisa sobre valsa, acho que deveríamos investir aí, e depois tentar entrar no ritmo da competição. - comentou o rapaz.

_Snape, onde nós vamos treinar?

_ Uma sala que vive vazia no segundo andar. Perguntarei ao professor se podemos usá-la pra treinar dança - falou. - Amanhã, então, digamos...logo antes do almoço? Temos uma brecha.

_ Por mim está ótimo. Nos encontramos aqui no salão comunal.

_Certo. - e ele virou-se, indo embora.

Anita deu um pequeno suspiro, pensando "Por que estou fazendo isso....?", e sentou-se ao lado de Max, puxando um pergaminho e uma pena.

_ Então, Max, em que ano foi mesmo a Revolta dos Duendes...?


Anita Fieramosca às 15:35 h




quarta-feira, janeiro 18, 2006




Se passava da meia noite quando Stephen Ludwig e mais três pessoas, duas delas garotas, estavam sentados a mesa do salão principal conversando. Era um horário não permitido para os alunos estarem fora da cama e eles poderiam muito bem ter aquela conversa no salão comunal da Sonserina, mas no entanto, o prazer de desrespeitar uma regra e correr o perigo de ser pego levou aqueles quatro aventureiros para lá.

-Não me venha com essa, o paspalho do Binns não faz nada. Eu nem frequento as aulas dele. E ele nem nota, aquele professor é um inútil.-Resmungou a primeira menina morena que estava mais perto de Stephen, Lissa McFrestom
-Igual a matéria dele-Falou a segunda menina completando o que a amiga disse, fazendo com que todos rissem.
-Karol, vamos para... bem.. ficar mais a vontade?-Perguntou um o segundo sonserino do lado de Karolline Fintom.
-Iiiih Lissa, estamos sobrando-Riu o loiro levantando-se.- Me acomanha?-perguntou oferecendo o braço para a amiga.
-Você vai me levar para um lugar para ficarmos mais a vontade também?-Perguntou a sonserina fazendo uma imitação barata de sua amiga Karolline fazendo com que novamente as serpentes rissem alto.
-Você nem imagina para onde-Riu o loiro enquanto andavam em direção as masmorras.

Andaram extremamente devagar para ouvir os amigos que ficaram para trás. Sempre quando esse quarteto era reunido o encontro acaba ali, na hora em que Rodrigo Puftom chamava a colega para uma conversa mais de perto. Eles adoravam as juras de amor de Rodrigo, que eram de fato a coisa mais engraçada daquilo tudo. Mas no entanto tudo estava muito silencioso. Stephen olhou para a Lissa que, sem ao menos falar, percebeu que o amigo pensava a mesma coisa. Voltaram correndo o pequeno caminho que haviam feito anteriormente e se depararam com o que imaginavam. Rodrigo e Karolline haviam sido pegos.

-Só pode ser aquele zelador idiota, como chama mesmo? Filch!-Resmungou Lissa.
-Mas o que ele pensa que está fazendo com a varinha apontada para eles?-Perguntu Stehen o qual pensava seriamente em azara-lo, mas ai denunciaria sua posição.
-Não faço a menor idéia-Conclui a garota.
-Perai!-disse o loiro mais alto do que planejara, mas no entanto não fora notado pelos presentes mais a frente.-Desde quando aquele zelador idiota tem uma varinha? Eu nunca vi pelo menos..
-Nem eu!-Respondeu a Lissa retirando a varinha, coisa que foi imitada pelo amigo loiro.
-No três-Disse Stephen.
-1, 2, 3!-Disse Lissa levantando-se e mirando rapidamente no aspectro alto que estava parado-Expelliarmus!-Gritou ao mesmo tempo que o loiro gritava 'impedimenta'.

O que estava lá deu um grunido estranho e logo em seguida cambeleou para trás, tempo o bastante que fez com que Rodrigo e Karolline saissem correndo na direção dos amigos. Stephen e Lissa não esperaram para ver quem eles haviam atingido, apenas sairam correndo junto com os dois companheiros destino à masmorras.

-Tudo bem! Tudo bem! Quem era lá?-Perguntou Stephen rapidamente após cruzarem a passage secreta para o salão principal.
-Não sei! Não dava para ver o rosto!-Disse Rodrigo se jogando na poltrona mais proxíma e respirando rapidamente.
-E você Karol?-Perguntou Lissa, a que foi respondida com uma ceno negativo com a cabeça.
-Como vocês não puderam ver o rosto dele?! Eu não acredito! O que ele queria que vocês fizessem?
-Ele ou ela, não sabemos-Corrigiu Lissa.
-Não sei! A coisa apenas parou em nossa frente, acende a varinha e olhou fundo em nossos rostos, quem quer que fosse estava procurando alguém. E esse alguém não era nós!-Resmungou Rodrigo.
-Mas e a varinha? 'a coisa' pretendia nos matar?-Perguntou assustada Karol.
-Dúvido muito-Resmungou o loiro.-Se essa tal coisa quizesse matar vocêsnão perderia tempo, faria na hora.
-Você parece saber muito!-Concluiu Rodrigo.
-O que você quer dizer com isso?-perguntou o loiro se aproximando do amigo.
-Eu não quero dizer nada Stephen! Eu só estou ligando os fatos. Você parece saber muito sobre a coisa ou então temer muito algo e esconder, afinal porque você saiu correndo? Pelo o que eu te conheço nunca perderia sairia de um lugar sem ter a chance de ver quem você havia entfrentado em um duelo!-Stephen! Rodrigo! parem agora com isso!-Gritou Lissa.
-Eu só sei que para mim chega por hoje! Vou dormir-Disse Rodrigo levantando-se e pulando de dois em dois degraus para a entrada de seu dormitório.
-Eu também já me vou-Disse Lissa. Karol a seguiu.

Stephen no entanto se jogara no sofámais proxímo da sonserina e ficara ali. Aquela coisa tinha que ser de Hogwarts, se não como conseguiria entrar? E se isso fosse um aluno da sonserina ele iria descobrir, ficaria ali, acordado, para ver se alguém entrava fora de hora. Passou mais de três horas e nada de um ser vivo cruzar o protal. Tudo que se ouvir eram o crepitar das chamas. Stephen ficara ali, de olhos bem abertos pensando em tudo aquilo.

Por: Stephen Ludwig


DiH às 07:45 h




sexta-feira, janeiro 13, 2006




O final de semana tinha finalmente terminado e Callista agradecia aos deuses. Não se lembrava de uma ida a Hogsmead tão desastrosa. Sentindo que estava diferente e ficando sem controle de suas emoções a grifinória achou mais sensato ir até a enfermaria pedir ajuda.

- Com licença? Madame Pomfrey? - Cal entrou e começou a olhar em volta procurando a enfermeira.

- Srta. Graham? Aconteceu mais alguma coisa? - A enfermeira saiu do quarto onde guarda suas poções.

- Não diretamente. Eu ainda estou estranha e estou fazendo coisas sem sentido. Não sei nem dizer se o que sinto é meu ou reação da poção. - A grifinória sentou na cama indicada pela enfermeira.

- Srta. Graham, eu sinto muito, mas ainda não achamos uma solução para isso. O profº Slughorn ficou de me entregar hoje a noite uma nova versão. - A enfermeira viu o rosto de tristeza da jovem e sentou ao lado dela. - Você precisa entender que em uma única poção tem ingredientes contra claustrofobia, para dormir sem sonho e para duração maior. A última que fizemos acabou o efeito rapidamente e o resultado você ainda se lembra. Precisa ter paciência.

- Sei que preciso, mas está difícil.

- Me diga o que está acontecendo e assim eu posso ver se tenho alguma essência que possa te ajudar. Algo leve, mas que faça efeito.

Callista sentiu seu rosto esquentar, como ela falaria que estava morrendo de ciúmes de um garoto. O sentir ciúmes era ruim, mas aguentava. O problema era que não estava conseguindo esconder e isso estava causando discussões.

- Bom... Eu não tenho conseguido controlar minhas ações e estou fazendo coisas que normalmente nunca faria, como aquela vez que eu gritei com meu irmão. E nos últimos dias ele não tem sido o único.

- Você brigou com outra pessoa?

- Brigar não briguei, mas não fui educada. E acho que vou matar o aluno que está me dando aulas de poções se eu não conseguir segurar meus atos. - Olhou para o rosto da enfermeira e quase suplicou ajuda. - Eu não tenho vontade de sair do quarto. Tem momentos que estou superfeliz e outros que fico extremamente triste. Não sei mais como vou reagir aos que me falam.

- Meu bem, quer aproveitar que hoje é domingo e descansar aqui? Você toma a poção para não sonhar e descansa, quem sabe a noite o profº Slughorn tem alguma boa notícia.

A grifinória somente sacudiu a cabeça e aceitou de bom grado a poção dada pela enfermeira, precisava descansar. Pediu antes que ela avisasse seu irmão e sua amiga para que não ficassem preocupados.

Poucas horas depois um rapaz da sonserina entrou na enfermaria também e viu a grifinória dormindo no final do corredor. Com um sorriso maligno ele foi andando em silêncio até ela.

- Graham, Graham... - Disse Stephen lentamente parado ao lado da garota. Ele avistou um frasco de poção acima da cabeçeira, pegou e o levou próximo ao seu nariz. - Poção do sono. - Sussurou para ele mesmo.

Ele sorriu novamente, talvez nunca mais tivesse tanta sorte assim. Remexeu os bolsos, os poucos ingredientes que tinha ali lhe serviam apenas para dar uma sufocada na menina por apenas alguns segundos e nada mais do que isso. Triste por não andar com seu estojo de ingredientes de poções, Stephen colocou lentamente cada ingrediente dentro do frasco, dando algumas paradas para avistar se Madame Pomfrey não lhe encomodaria. Retirou a varinha e murmurou um feitiço para a garrafa que ferveu rapidamente. Estava feito.

- Agora ela vai perceber o quanto a vidinha idiota dela não vale nada. - Sorriu Stephen pensando nos segundos desesperadores que a menina ficaria sufocada.

Com um giro da capa saiu sorrateiramente da enfermaria, sem levantar suspeitas. Internamente ele queria ser uma mosca para poder ficar e ver o que iria acontecer.

*****

- E aí? Mudou a fórmula? - Liv perguntou ao ver a amiga de olhos violetas entrar no quarto mais tarde.

- Não... O professor não conseguiu ainda descobrir o que me deixa assim maluca. - Cal sentou na cama colocando o frasco da poção do sono na cabeceira. Com um sorriso deu a única boa notícia que tinha. - Mas eu posso sempre faltar aula se me sentir mal, tenho carta branca. E se me sentir muito mal mesmo, você pode faltar também para tomar conta de mim.

- Hummm, idéias boas pulam na cabeça nesse momento. Poção para dormir hoje? - Liv via a amiga pegando o frasco e bebendo.

- Aham. Dormir é preci... - Cal não terminou a frase. Ela sentiu sua garganta fechar, não respirava. Olhou desesperada para a amiga que estava correndo até ela.

- Aperire pulmone

Com o feitiço, Cal sentiu o ar voltar a preencher os pulmões e os olhos encherem de lágrimas. Liv se abaixou e pegou o frasco que tinha caído da mão da amiga e o cheirou.

- Isso não é poção do sono nem aqui nem na China. Alguém deu algo para te sufocar. E acho que a resposta está nesse papel pendurado no seu bolso.

"Espero que se lembra de mim nesse momento feliz da sua vida, fiz esse presente com todo carinho que sinto por ti. S."

As duas grifinórias ficaram impressionadas com o que o sonserino fez e não iam deixar isso barato. Ele iria pagar por essa e por outras que um dia aprontou.


Cal às 13:35 h




quinta-feira, janeiro 12, 2006


Ânimos Exaltados

_ Nita, você tem certeza de que não vai me contar MESMO o que é? - perguntou Max Fierman pela duocentésima sétima vez para a loura emburrada no Salão Comunal. - Sério, eu estou preocupado. Quer dizer, aposto que foi o Black quem te fez isso, vocês dois não se bicam mesmo...

Max não era um idiota quando se tratava de acalmar os ânimos de Anita Fieramosca, não mesmo. Já tivera muita experiência com isso, e toda vez que via a menina sentada numa poltrona, olhando fixamente para o nada e com cara de poucos amigos, sabia que ele deveria falar com ela.

Porque, obviamente, o que Anita queria com aquele tipo era um pouco de atenção.De outro modo, ela certamente teria se escondido em algum ponto do colégio e só reapareceria dali a um dia, ou, se fosse muito grave, dois.

Então, o rapaz sentava-se pacientemente ao seu lado e, com um pouco de persuasão, arrancava o que havia acontecido com ela.Nesses casos, o que normalmente ocorria é que ela precisava de um conselho, mas era muito orgulhosa para pedi-lo.

Resolveu usar uma técnica infalível.Levantou-se, dizendo com um muxoxo: "Então ta, se você prefere não falar mesmo..." e fingiu que iria sair.

_Foi o Black. - soltou Anita com um suspiro.

Max sorriu para si mesmo e voltou a sentar do lado da garota, que passou a encara-lo.

_Hmm..eu tinha essa leve impressão. O que foi que ele te fez?

Anita olhou para ele, em dúvida. Black havia tirado só um sarrinho da cara dela, e ela havia desmoronado. "Devo dizer a verdade...?", pensou ela.

_Eu só me dei conta de que eu não tenho um par para o baile...

_Hum...e onde o Black entra nisso? - cortou Max, ansioso por ter um motivo pra dar aquele balaço na cara de seu 'inimigo'.

_Ele me pegou voltando para a escola e disse exatamente o que eu não queria ouvir...que eu não tenho capacidade ou beleza pra arrumar um par...

_ Aquele maldito canalha!

_ ...o que não deixa de ser verdade, mas me faz ter que arrumar um par pra mostrar àquele cretino que eu não sou motivo de piada.

Anita voltou a olhar para o nada com cara de poucos amigos, e Max escorregou as costas na poltrona, largando-se na almofada fofa.

O garoto estava genuinamente preocupado com sua amiga, e olhou ao seu redor, tentando achar uma solução. Eis que seus olhos pousaram numa figurinha, que acabava de chegar, com o cabelo muito oleoso, e um nariz de gancho.

_Nita...acho que encontrei o par perfeito para você.


Anita Fieramosca às 17:20 h




terça-feira, janeiro 10, 2006




Após se separar de Elizabeth, Stephen andava lentamente sozinho pelo vilarejo de Hogsmead. As lojas que ali ficavam eram todas bem limpas e lotadas, Stephen n entando procurava privacidade. Não queria um lugar onde estivessem apenas os "idiotas" estudantes de Hogwarts, aqueles sangues-ruins e pessoas indesejavéis. Então começou a andar. Andou. Andou mais. Um pouco mais ainda , até que se deparou com uma estatua de um javali na entrada de um pub com aspectro sombrio. Uma placa mal colocada anunciava " Pub Cabeça de Javali". Stephen riu pelo canto da boca, aquilo não era um nome que ele daria para um pub. Andou até a porta e entrou sem alarmes. Sentou-se em uma das muitas mesas desocupadas.
Haviam algumas pessoas estranhas naquele local, umas pessoas das quais Stephen pensou que nem existia. Vendo que não seria atendido tão cedo, o sonserino foi arrastando a capa até o balcão e esperou . Esperou um pouco e depois de um tempo um jovem senhor saiu de dentro de uma porta interna, a qual o loiro não havia percebido antes, deixando exalar uma cheiro forte de cabra.

-Pois não?
-Hum.. um whisky dinamarques fulmegante com agua de gwlin.

O senhor examinou um pouco loiro, mas no fim foi para dentro do balcão sem falar nada. Com um rodopio Stephen voltou até a sua mesa e lá sentou-se aguardando a sua bebida. O balconista foi até a mesa deixando a mostra o imundo avental que trajava, bateu o copo na mesa do sonserino, o drinque soltava uma fina fumaça acinzentada.

-Mais alguma coisa?
-O que você tem para comer?
-Tenho muitas coisas-Resmungou
-Tudo bem.. vejamos.. eu quero um hamburguer de dinossauro dinamarquês duplo com fritas, tem?

O Balconista não respondeu, deu meia volta e entrou na pequena porta de onde havia saído a algum tempo. Em menos de dois minutos ele estava de volta. Stephen assustou com a rapidez do senhor, mas não comentou nada. pegou seu hambuerguer e começou a comer. Pensou como era estranho um pub ter aquele tipo de comida que um dia ele havia experimentado em uma lanchonete trouxa.

-Olá docinho-Disse uma moça que deveria ter no maxímo quatro anos a mais que o sonserino.
-Eu por um acaso lhe conheço?-Perguntou Stephen após engolir o pedaço anormalmente grande de sanduiche.
-Não, mas eu também não lhe conheço. Mas pensei que Dumbledore cuidasse melhor dos seus pupilos, afinal deixar eles virem até esse lado de Hogsmead?

Stephen fez um gesto impaciente com as mãos antes de responder.

-Eu não em importo com o que Dumbledore vai pensar ou deixara de pensar.-Disse o sonserino colocando o lanche no prato. Parou um pouco, limpou a boca com um guardanapo e agora sim voltou a dar atenção a moça.-E eu não sou um pupilo dele.
-Percebe-se que você é muito mais que isso. Só de olhar para você percebe que quer algo mais que uma simples vaga em uma escola bruxa, o que daqui a pouco está mais trouxa do que bruxo, e depois ter um empreguinho, estou certa?
-Totalmente.-Concordou o sonserino fazendo sinal para a moça sentar-se -E nem em fale, Hogwarts está decaindo, há mais sangues-ruins do que qualquer outra coisa atualmente.
-Seu futuro pode ser brilhante. Bem, eu sou Laura, Laura Laurent.-Disse estendendo a mão.
-Stephen, Stephen Ludwig. É um prazer Srta. Laurente.
-Pode me chamar de Laura-Disse abrindo um sorriso e logo em seguida jogando os longos cabelos negros para trás.-Eu posso enviar algumas corujas a você Stephen Ludwig? Só para mantermos contatos, e do jeito que vão indo as coisas, noticias boas logos chegaram.
-Seria um prazer receber corujas suas-Respondeu o sonserino.
-Então, se me dá licença, tenho que sair. Adeus Stephen Ludwig -Disse extendendo a mão novamente.
-O prazer foi todo meu-Disse o sonserino levantando-se, pegando a mão de Laura e dando-lhe um suave beijo.

A moça saiu rodapiando a capa. Stephen sorria pelo canto da boca, aquele tipo de gente que ele gostava de conhecer. Pessoas legais e com cerebro. O sonserino terminou de comer o seu sanduiche, jogou uma moeda de ouro na mesa e saiu do bar, estava na hora de regressar ao castelo de magia e bruxaria de Hogwarts.

Postado por: Stephen Ludwig


DiH às 15:44 h




sexta-feira, janeiro 06, 2006




Era o fim da visita de Hogsmeade; pelo menos para Elizabeth. Ela ficara um tanto quanto perturbada quanto a "ameaça" que Sirius Black fizera a ela e como não pode partilhar isso com Stephen - já que ele nada sabia sobre o fato da menina dançar ballet - e o mesmo estava conversando um tanto quanto animadamente com uma sonserina um ano mais nova ela resolveu que era hora de voltar para o castelo. Normalmente teria ficado e até desbancado a "pretendente" do amigo e chamá-lo para azarar ou fazer alguma coisa, entretanto hoje não tinha cabeça para nada mais. Ela mordia o lábio inferior, como sempre fazia quando o nervosismo tomava conta dela, e andava com a cabeça nas nuvens. Um encontrão com alguma coisa ou alguém a tiraram do devaneio.

-Oh céus, era o que eu precisava - disse o sonserino, se virando para ver o que havia batido nele - Só podia... Teve uma boa tarde, Lindenberg?
-Tão boa quanto a sua pelo que vejo - falou ela percebendo o rosto desgostoso do rapaz a sua frente - Desculpe, aliás, eu estava pensando alto...
- Pode apostar que não. O meu encontro com a Spellman melou.
- Eu me limito a ficar calada sobre isso. Creio que sabe a minha opnião sobre grifinórios, coisa que não vem ao caso e não estou com cabeça para discutir isso agora. - ela falou enquanto andava o rapaz ao seu lado.

O silêncio reinou nos passos que se seguiram, Max quebrou o gelo:

-Você... Você sabe alguma coisa sobre a Nita? - O rapaz notou que a menina fez cara de incógnita - Sabe, Anita Fieramosca.
-Eu já ouvi esse nome em algum lugar, de fato... Fieramosca... Mas não consigo ligar nome a pessoa - ela falou hesitante - Por que?
- O irmão dela foi acusado de assassinato, é bem verdade, deve conhecer daí. Bom, eu também não sei o que houve, eu a vi correndo pela entrada do castelo. E se não me engano foi o maldito do Black, vive aprontando com a menina.

A loira fez uma careta de desgosto e justificou ao ver a cara intrigada do menino.

-Eu juro que ainda MATO o Black - ela fechou os olhos e suspirou pesadamente.

Ele sorriu, e por mais que não pudesse ver o próprio rosto, reconheceu o sorriso de maldade que poucas vezes exercera na vida.

- Estou contigo, Lindenberg. Quando for mata-lo, me chame. Não vai mexer com Nita e sair impune...

Ela arqueou uma das sobrancelhas e sorriu marota.

-Temos que combinar isso qualquer dia. - ela hesitou mas por fim perguntou - Essa Fieramosca, é sua melhor amiga Fierman?
- Oh sim, me parece que sim. Jura que o irmão nunca matou ninguém.
-Bom, quanto a isso, eu prefiro não tomar partido, principalmente porque não consigo me imaginar protegendo ou defendendo a honra de alguém da minha família que não fossem meus avós - ela despejou mas logo se arrependeu - ern... não comente com ningúem sim?
- Garanto que minha boca é um tumulo. - E nesse momento, Max lembrou do chapéu seletor no primeiro ano: "Grande pessoa, fiel amigo, até que pelo proveitoso se sente atraído. Sem dúvida, Sonserina!", voltou para a terra quando se viu a poucos passos da escada - Bem, Lindenberg, o que o Black fez a você?
-Ele sabe demais e merece morrer - ela falou sério, embora num tom que quem ouvisse pensasse que era brincadeira - Eu acho que vou ter que me contentar em acabar com ele no quadribol - ela sorriu pelo canto dos lábios.
- Ah, mas qual a graça? Já acabamos naturalmente com a casa dos bichanos.

Ela sorriu levemente.

-Mesmo assim não é bom subestimar certo? Afinal aquele Potter realmente tem um olho bom e não posso negar que o Black tenha uma mira admirável - ela falava a contragosto - Então eu peço, não por mim mas pela Anita, que acerte um balaço naquela cabeça oca com toda a força possível ok? - ela finalizou com um sorriso maroto.

Ele sorriu charmosamente, como quando ficava realmente alegre, e complementou:

- Ora, Lindenberg, não precisava nem pedir.

Ela riu com a resposta dele e parou frente as ampulhetas.

-Eu vou esperar o Stu por aqui, quem sabe dar uma volta no jardim. - ela falou e meio hesitante complementou - Foi bom falar com você afinal Fierman.

Ele sorriu meia boca e dando as costas para a menina foi em direção as masmorras enquanto ela se escorava em uma das paredes com os olhos fechados e a expressão preocupada de volta na face.


Escrito por Max e Lizzie.


** às 21:31 h




quinta-feira, janeiro 05, 2006




Nicolly não ficou muito tempo ocupando Andy, até porque notara que o menino estava aéreo e até um pouco aborrecido. Depois de tirar algumas dúvidas sobre as manobras, despediu-se.

- Bem, eu vou indo, Andrey. Obrigada.

A menina se afastou, e foi direto para a loja que mais gostava em todo o povoado: Dedosdemel. Nicky entrou, os olhos brilhando como sempre acontecia quando a garota se via cercada de tantos doces. Tão entretida que estava, mal notou o belo esbarrão que deu em alguém.

- Ai, desculpe! - disse ela, ao se virar para ver em quem esbarrara, e dar de cara com Callista Graham - err... oi! - cumprimentou ela, num tom que tencionava ser descontraído, mas não atingiu as expectativas.

Cal olhou quem tinha esbarrado nela e feito cair metade do pacote que estava na sua mão. Ela ia reclamar, mas quando viu o rosto da Gardner ela ficou estática. Seus olhos correram toda a loja tentando ver se 'alguém' a acompanhava. A grifinória suspirou profundamente, aquele não era o dia dela e todas as forças estavam conspirando para que piorasse a cada minuto.

- Deixa para lá. - disse secamente e abaixou para catar as balas. Não queria olhar para o rosto da lufana.

- Deixa que eu te ajudo - Nicky abaixou para pegar as balas perto dela, mas foi segurada pela mão da grifinória.

- Não precisa. Pode ir, eu faço isso. - "Pelo amor de Merlin, vai logo. Não preciso ficar admirando sua beleza"

- Graham, é culpa minha. Eu pego isso tudo e pago o que se perdeu.

- Não. Não precisa ser boazinha comigo. Eu posso fazer isso. Nicolly olhou para a grifinória de olhos violeta.

- Eu insisto - disse ela, meio que estranhando as atitudes da outra.

- Eu repito que não precisa.

- Graham, posso te perguntar o que você tem contra mim?

- Não tenho nada, não te conheço. - respondeu Callista, ainda evitando encarar Nicolly.

- Mas não foi com a minha cara desde as provas para o time da Lufa-lufa.

- Gardner, não temos nada em comum e só. - Cal catou as últimas balas no chão.

- Está assim porque Andrey me chamou para o baile?

A lufa-lufa tinha tocado no ponto certo e estava esperando a resposta da grifinória. Cal respirou fundo e implorou para ter forças para não se entregar.

- Se o Andy te chamou não me interessa. A vida dele e a sua são problemas de vocês. - Dando um fora da garota, a grifinória estava se levantando para sair da loja quando sentiu uma mão segurando seu braço.

- Qual o teu problema?

- Meu problema é que estou tentando pagar minhas compras e ir embora, mas você está me segurando por algum motivo que eu não sei. Merlin! Será que pode me largar para eu sair da loja.

- Não. Nunca te fiz nada para você não gostar de mim e ser grossa assim comigo.

Com força Callista puxou seu braço, o que fez Nicky se desequilibrar. Sentindo que estava perdendo a cabeça e não gostando disso a grifinória saiu rápido da loja sem dar tempo de ninguém mantê-la ali. Pra tras ficou uma lufa-lufa confusa com o que aconteceu e decidida a entender a implicância da outra.


Nicky Gardner às 15:30 h








E Max falava.

Falava muito, sobre todos os assuntos possíveis, mas principalmente sobre Liv Joanne Spellman. E depois de duas horas INTEIRAS, SEM INTERVALOS, ouvindo o rapaz, Anita Fieramosca começou a se encher.

_ Max, se eu ouvir mais uma vez o quanto a Spellman é linda, maravilhosa, inteligente, bonita...
_ Mas ela não é só isso, não! Ela é perfeita, tem os olhos mais bonitos do mundo...
_ E é grifinória...
_ Bom, esse é um defeito que eu posso suportar...

A loira sacudiu a cabeça, impressionada com a loucura de seu melhor amigo. As vezes, não sabia o que se passava naquela cabecinha dele.
Hogsmeade estava cheia, como sempre, e ela não tinha mais paciência para nada que requerisse muito esforço pra entrar, ou sair. Por exemplo, o Três Vassouras, intransitável.

_ Zonko´s! - disse ela rudemente, cortando seja-lá-o-que-fosse-sobre-a-Spellman, que Max falava.

_ Ah.Sim, claro, claro. - ele respondeu, desconcertado por ela não ouvir nenhuma palavra do que dizia. - Quem sabe a Liv também não está lá?

_ Tanto faz. - respondeu e pegando na mão do garoto, o arrastou até a loja de logros e brincadeiras.

_ Ah, Nita! - disse o rapaz que a atendeu, sorrindo. Ver aquela rapariga ali, normalmente era sinônimo de galeões. - O que você vai querer hoje?

_ O que eu normalmente peço, Julian. Chegou alguma coisa nova? - ela respondeu, entrando e se apoiando num dos balcões.

_ Bom... ?-o rapaz entrou por uma cortina, e a partir daí tudo que se ouviu foram ruídos abafados.

Max já estava devaneando novamente, quando a menina voltou-se para ele e disse, num tom quase que maternal:

_ Você já pode ir ver sua pretendida...eu me viro daqui.

_ Tem certeza? - ele perguntou, parecendo um pouco mais sério.

_ Absoluta. Agora some da minha frente , e só volte quando você tiver beijado a grifinória.

O rapaz deu um meio sorriso, e "saltitantemente" saiu da loja. Anita concentrou-se novamente nas compras e seguiu Julian através da cortina.

_ Então, o que você tem pra mim?

_ Isto aqui chegou ainda ontem. É uma bomba, transformadora, mas ainda está na fase de testes. - avisou o rapaz, com os olhos brilhando. - Quando aberta, ela pode mudar o ambiente para um pré-programado. Por enquanto, só temos essa de 'chiqueiro'.

_ Hmmm...interessante...posso fazer um bom proveito dela, sabe... - respondeu a garota, os olhos verdes fixados no rapaz.

_ Eu não deveria estar vendendo-a agora, mas como eu sei que você quer as novidades primeiro... - ele disse, abrindo um sorriso amistoso. - E pode ficar sossegada, o Black ainda não sabe disso.Eu garanti que a Bethie não iria vender esta preciosidade para ele, antes que eu a vendesse pra você.

_ Obrigada, Jul!! - falou a garota dando um pulo em cima dele e abraçando-o. - Quanto você quer por ela?

_ Nhá, que é isso, Nita... - ele respondeu, meio corado com a demonstração de afeto da menina. - Eu paguei 27 galeões por ela. Vou te vender por 30, pode ser?

_ Tá mais que feito!

O rapaz embalou a bomba, e eles foram para a frente da loja, de onde a garota saiu, com um pequeno sorriso no canto dos lábios.

_ Onde, agora??, pensou ela, procurando ao redor um lugar onde pudesse sentar e descansar.

Entrou na Dedosdemel e quando conseguiu sair, sentou-se numa calçada menos movimentada. Comeu um sapo de chocolate, e ainda com a boca cheia, viu Max encostando-se na grifinória, na loja em frente, a Trapo Bello.

Aí, se deu conta de que ainda tinha alguma coisa pra pensar em como resolver.

Anita precisava de um parceiro para o baile.

_ Oh, saco.Com quem eu poderia ir??.

A menina se desanimou, e sentiu os olhos encherem de água. Ela não poderia ser a única que não iria ao baile. "Talvez eu devesse achar alguém lá", pensou, consolando-se.

"Putz, mas que depressivo..."

A garota levantou-se, com as sacolas pesadas ainda no braço, e as lágrimas secaram antes de rolarem por sua face.

_ Chorar, pra quê? Eu vou arrumar um par para esse baile.

Estava tão distraída pensando em quem poderia levar para o baile, que mal notou quando esbarrou em alguém. O alguém sendo justamente Sirius Black.

_ Qual é o teu problema, Fieramosca?! Falta de óculos? - esbravejou o rapaz, largando da corvinense com quem estava e voltando-se pra ela. - Ou então o choro não te deixou enxergar o caminho?!

"Ah, que bosta de dragão. Minha cara deve estar meio inchada. Que maldito! Tudo que eu não precisava agora!", pensou ela, e já iria virar pra dar uma resposta ferina para o rapaz quando este completou.

_ Já sei qual é o teu problema, Fieramosca. Ninguém quis convidar alguém tão feia para o baile! - e ele parou, rindo, ao passo que a corvinense ia se afastando, ao ver que seu par estava metido em outra briga.

E então, de tudo que Black imaginou que a sonserina pudesse fazer, (gritar uma resposta indecente, dar um fora nele, tacar um feitiço), o que aconteceu era a última coisa que ele esperaria.

Anita saiu correndo, em direção ao castelo. Com raiva, chorando.
"Agora, é uma questão de honra: eu preciso de um par".
Sirius olhou assustado para a moça que corria. E quase sentiu pena dela. Quase.


Anita Fieramosca às 10:17 h




terça-feira, janeiro 03, 2006




Liv e Callista saiam da loja Trapo Bello carregadas de sacolas. Compras para o baile e concurso de dança que seria daí alguns dias.
Parado ao lado da vitrine, fora da loja, estava um rapaz de cabelos negros e olhos azuis. As meninas passaram por ele, sem vê-lo.

- Já vai, Liv?

A garota olhou para trás e sorriu. Então ele realmente a encontrou. Cal fez um muxoxo e murmurou algo que parecia um "olá", prontamente respondido pelo sonserino.

- Tudo bem, Max?

- Melhor agora... Então, vamos? Terminaram as compras?

Callista olhou intrigada para a amiga, que lhe explicou rapidamente que havia combinado com ele outro dia...

- Ok então, Liv, te vejo no jantar. Cuidado, hein? - e saiu caminhando a passos largos, visivelmente contrariada, deixando Liv na companhia de Max. Não foi um passeio que poderíamos classificar como excelente para Graham.

- Então, onde vamos? - disse a grifinória num suspiro. Max pegou as sacolas da garota para carregá-las.

- O que acha do Madame Puddifoot?

Liv olhou desconfiada para o garoto. Afinal lá sempre foi uma deliciosa casa de chá muito frequentada por casaisinhos in love, o que não era bem o caso. Percebendo a titubeante Spellman, o sonserino se apressou logo em explicar-se.

- Bom, lá é um lugar tranquilo, podemos conversar sem muita gente esbarrando em nós... nada demais, prometo!

Ela assentiu e caminharam por alguns segundos em silêncio. Vez ou outra, ele fazia algum comentário sobre o tempo, ou sobre qualquer ameninade, na tentativa de quebrar o silêncio. A verdade era que a situação, apesar de esperada, era um tanto constrangedora para Liv.

Chegaram na casa de chá, aconchegaram-se numa mesinha próxima à janela de cortinas com frufrus e babadinhos. Max pediu muffins de chocolate e outras coisas gostosas para deixar a menina mais animada. Liv no entanto, mal falava, ocupava-se em comer e escorregar daqui e dali das mãos do garoto tentando segurar as dela, ou sentar-se (muito) mais próximo. Enquanto isso conversavam banalidades. Qualquer assunto mais pessoal a fazia desviar a conversa para outro rumo. Talvez Max tenha percebido as evasivas da garota, porque numa determinada hora, perguntou se ela queria ir embora. Parecia um pouco desanimado, e ela ficou com algum remorso. Afinal, estava dando corda pro menino...

Eles caminharam de volta para o castelo e Liv tentou parecer mais amável. No entanto, Max conservava o mesmo jeitão mais sério que adotara no final da conversa desconexa que tiveram no bar. Despediu-se da menina com um beijo na mão, a mesma que ela ostentava o anel, sorrindo marotamente para a grifinória.

- No baile você não me escapa, princesa.

- Veremos, sweetheart.


Liv Spellman às 13:00 h



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